Educadores indígenas Tupinikim e Guarani dão continuidade à reorganização das problemáticas de ensino e aprendizagem do currículo específico
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) promoveu nesta segunda-feira (15), na Escola Municipal de Ensino Fundamental Indígena (Emefi) Arandu Retxakã, aldeia Três Palmeiras, uma formação destinada a professores que atuam em escolas indígenas Tupinikim e Guarani.
O momento foi coordenado pelo setor de Educação Escolar Indígena com o objetivo de dar continuidade à escrita do documento pedagógico que norteará o ensino e aprendizagem nas escolas indígenas Tupinikim e Guarani. Todos os presentes foram acolhidos pelo cacique Nelson da Aldeia de Três Palmeira, e ainda participaram de um momento cultural, com trabalhos em grupo.
“Neste encontro de formação eu reforcei a importância do momento onde estamos retomando as atividades na escrita do Currículo das Escolas Indígenas. Ainda falei da importância de voltarmos aos princípios da Educação Escolar Indígena, considerando que a mesma tem como um de seus princípios o fortalecimento da cultura ancestral dos povos originários, uma educação que precisa ser do nosso jeito, sendo esta, específica, diferenciada e de qualidade”, destacou o professor de Língua Tupi, Jocelino da Silveira Quiezza.
De acordo com o professor, uma educação que garanta a conexão dos saberes tradicionais indígenas aos conteúdos garantidos na Base Nacional Comum Curricular, e as especificidades do currículo dessas escolas, tem como premissa fortalecer a cultura ancestral dos povos originários. “É muito importante que nós educadores possamos fazer essa retomada nas conexões da escola com a comunidade, promovendo essa interação com a cultura ancestral, os saberes e fazeres tradicionais. Também somos muito gratos às nossas bibliotecas vivas, ou seja, os nossos sábios, caciques, lideranças, mestres e mestras, os anciãos”, disse.
Para Joscelino, são os participantes ativos nas atividades culturais que envolvem as danças, os cantos tradicionais e os fortalecimentos da língua ancestral, que encontra-se em processo de retomada, para além dos usos e costumes, as lutas, os plantios.
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