Retirar pedras da praia pode gerar impactos negativos ao meio ambiente

Publicado em: 26 de abril de 2017
Texto: Secretaria de Comunicação
Imagem: Fauna e flora dependem da formação rochosa para reprodução e proteção
Retirar pedras da praia pode gerar impactos negativos ao meio ambiente

No litoral de Aracruz as formações rochosas completam o visual das praias. Em Gramuté, por exemplo, a beira mar é praticamente composta por rochas que se amontoam e formam um dos biomas mais raros do Brasil: o manguezal de pedras que, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, é moradia das mais variadas espécies endêmicas de crustáceos, moluscos, peixes e vegetação.

Mas com tanta beleza chega a ser difícil não tocar ou levar para casa uma dessas pedras. No entanto, a Secretaria de Meio Ambiente (SEMAM) alerta: extrair pedras da beira da praia é crime ambiental.

“Na natureza nada é por acaso. Se as pedras estão em determinada posição, possui uma importância, principalmente em relação à contenção do movimento da maré, diminuindo o risco de erosão. Além disso, uma grande comunidade depende dessa formação rochosa para reproduzir e se proteger”, explica a bióloga da SEMAM, Luciane Reis.

Pedras utilizadas em monumento são devolvidas ao manguezal
De acordo com a SEMAM, é comum encontrar esse tipo de pedra em jardins e muros residenciais. Na praia de Gramuté, inclusive, a equipe técnica flagrou um muro feito com rochas típicas da região. Já na praia, um conhecido monumento construído com pedras teve de ser desmanchado. Uma ação que, segundo o ICMbio, serve de conscientização para quem frequenta as praias do município.

“Muitas pessoas costumam fazer esses tipos de monumentos ao longo do litoral. Na medida em que se pega pedras de um lugar para se acumular em outro, acaba contribuindo na alteração da característica natural do ambiente. Uma estrutura como essa, isolada, pode não gerar grande impacto, mas é motivador para que aconteça cada vez mais. Por isso, deixar as pedras em seus lugares naturais é a melhor opção”, enfatiza Roberto Sforza, técnico da ICMbio e chefe das Unidades de Proteção Costa das Algas e Refúgios de Vidas Silvestres de Santa Cruz.

Funcionários da Secretaria de Transportes e Serviços Urbanos (SETRANS) e representantes da Associação de Moradores de Itaparica e Portal de Santa Cruz também ajudaram no transporte das pedras. Aos poucos elas foram levadas de volta ao manguezal e em breve se tornarão moradia de vidas marinhas da região.

Contribua com o meio ambiente e denuncie
A Secretaria de Meio Ambiente orienta a população a não retirar pedras da extensão do litoral aracruzense. Segundo a SEMAM, toda modificação em Áreas de Proteção Ambiental deve ser orientada pela secretaria. Além disso, quem flagrar qualquer tentativa de retirada de rochas na praia pode denunciar ao órgão, através dos números:  27 3270-7067 ou  9 9904-4092 (Gerência de Fiscalização Ambiental).

Confira outras fotos da ação que devolveu pedras da praia de Gramuté ao meio ambiente:

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