II Intercâmbio de Estudantes com Deficiência Auditiva e Surdez fomenta o combate ao bullying e o fortalecimento de vínculos
Aconteceu na manhã desta terça-feira (22), na Aldeia de Irajá, o II Intercâmbio de Estudantes com Deficiência Auditiva e Surdez. O evento, que reuniu diversas escolas da Rede Municipal de Ensino foi uma verdadeira aula de cultura, inclusão e empatia, com apresentações em Libras, Tupiniquim e Português, com muito aprendizado, combate ao bullying e fortalecimento de vínculos.
A ação foi marcada por integração, respeito às diferenças e valorização da identidade cultural. A comunidade abriu suas portas para uma iniciativa idealizada com o intuito de promover a acessibilidade atitudinal e linguística, além de reafirmar o compromisso do município com uma educação pública inclusiva.
A recepção ocorreu de forma calorosa na Escola Municipal de Ensino Fundamental Indígena (Empi), abrindo caminho para uma vivência repleta de significados. Ela foi conduzida pela diretora Sabrina, pela professora especialista em Deficiência Auditiva (DA) Jocimara e pelo estudante Victor Miguel da Silva, com apoio da equipe do Setor da Educação Especial Inclusiva da Semed. A acolhida calorosa da comunidade indígena abriu caminho para uma vivência repleta de significados.
Um dos momentos mais marcantes da programação foi a celebração da diversidade linguística, sendo que o evento contou com apresentações culturais que integraram a língua indígena Tupiniquim, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a Língua Portuguesa.
Conscientização e Prática Linguística
Além das apresentações socioculturais, os participantes acompanharam um resgate histórico sobre a trajetória e a importância da Libras na garantia de direitos e autonomia das pessoas surdas. A programação também deu espaço para o debate de pautas fundamentais do cotidiano escolar, realizando uma dinâmica interativa focada na prevenção e combate ao bullying.
“Nosso principal objetivo foi plenamente atingido nos momentos de convivência livre. Com rodas de conversa em Libras, estudantes e professores especialistas de diferentes unidades de ensino puderam dialogar, esclarecer dúvidas e praticar a sinalização em um ambiente seguro e acolhedor. Posso afirmar que esse encontro consolidou-se como um passo fundamental no fortalecimento da rede de apoio à educação especial do município, aproximando realidades, ampliando horizontes e demonstrando que a inclusão se constrói na prática diária do diálogo e da empatia”, destacou a técnica pedagógica Charlene Franco.
Participaram desse intercâmbio as escolas Cmei Amália Coutinho; CMEETI Ermelinda Giacomin Farina; Emef´s Professora Maria Inês Della Valentina; Placidino Passos; Caeiras Velha e a Emefiti Itaparica.
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