Palestra virtual debate o tema: “Filhos e telas: quem está educando quem?”
Publicado em: 22 de outubro de 2026
Texto: Renato Lana de Faria
Imagem: Semed
A Prefeitura de Aracruz, por meio da Secretaria de Educação (Semed), promoveu na noite desta quarta-feira (21), uma palestra virtual com o tema: “Filhos e telas: quem está educando quem?” O momento foi transmitido no canal oficial da prefeitura no Youtube, com o assunto em questão sendo mediado pela diretora do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Chapeuzinho Vermelho, Adriana Abud.
A Técnica Pedagógica da Educação Infantil, Jocenir Elaine, deus às boas vindas às famílias e educadores que participaram da live. “Hoje vamos refletir sobre o uso das tecnologias na primeira infância e sobre a importância da presença do afeto, do diálogo e do limite na educação de nossas crianças. Sabemos que as telas fazem parte do nosso cotidiano, mas precisamos pensar juntos sobre como utilizá-las de maneira consciente, garantindo às crianças tempo para brincar, explorar, imaginar e fortalecer seus vínculos afetivos. Agradecemos as presenças de cada família e professor, e esperamos que esse momento nos proporcione importantes aprendizados e reflexões”, falou.
Em seguida, a secretária da Semed, Jenilza Spinassé, destacou como essa palestra pode impactar positivamente todos os envolvidos. “Boa noite educadores e familiares que estão juntos conosco, dando continuidade a nosso diálogo em rede, em especial, este momento formativo, para que possamos contribuir para o desenvolvimento infantil, e consequentemente, para a formação de adultos saudáveis. Parabéns à nossa diretora do Cmei Chapeuzinho Vermelho, Adriana Abud, que mais uma vez, nos traz uma grande contribuição que realmente nos ajuda a fazer a diferença na vida de cada criança, e que esse conteúdo não pare aqui, sendo divulgado entre amigos”, ressaltou.
Adriana Abud, que também é Educadora Parental, iniciou sua apresentação lembrando os participantes que sua palestra é o terceiro encontro com as famílias, e que desta vez, trata-se de uma temática que pode gerar polêmica, mas que é muito importante, e por isso precisa ser pautada para o desenvolvimento da Educação Infantil. “Não estamos aqui para julgar e falar quem está certo ou errado, e sim de possibilidades e de conexão. Precisamos entender como se dá o desenvolvimento de uma criança frente ao uso tecnológico, e como eu, adulto, estou para isso e seu impacto. Isto é um convite para uma reflexão”, ressaltou.
Sobre a relação filhos e telas, Adriana mostrou que não se trata de culpa, sim sobre conexão e que nenhuma família precisa ser perfeita. “Este convite não é sobre julgamento, e sim para percebermos sobre quais hábitos saudáveis queremos construir para impactar positivamente na vida de nossos filhos, principalmente nas relações com eles e seus pares. Precisamos promover mais vínculos, autonomia e equilíbrio. Eu sei o quanto a rotina de equilibrar trabalho, casa e criação é exaustiva. A tela é, muitas vezes, nosso único momento de respiro, e está tudo bem em reconhecer isto”, disse.
Os pais puderam entender que as telas fazem parte de uma realidade estabelecida, que elas entretêm, ensinam e facilitam a rotina, porém, quando se tornam a principal forma de acalmar, distrair ou ocupar as crianças, é preciso olhar com carinho sobre o que está acontecendo. Foi usado um termo chamado ‘Janela de Ouro do desenvolvimento cerebral’, que é quando o cérebro de uma criança triplica de tamanho, tendo 1 milhão de conexões neurais por segundo.
E para que este desenvolvimento cerebral ocorra de forma saudável nos dois primeiros anos, o bebe precisa pegar em brinquedos, o morder, deixar cair, calcular a distância e ver o objeto em relevo (3D), o que o ajuda a construir caminhos saudáveis, ou seja, são essas ações motoras e táteis que libera os caminhos neurais das áreas visual e motora. Já quando o desenvolvimento cerebral do bebe é impactado por telas (2D), o estímulo é provocado de forma artificial, com um plano (2D), existindo aí uma incompatibilidade biológica do cérebro, que tenta processar as informações, mas não consegue traduzir para a realidade física.
Isto gera uma sobrecarga cognitiva, hipnotizando o bebe, que por não entender, ou não gostar. Por isso ele trava, ficando exausto e em um tédio profundo. “Com o estímulo natural, a criança aprende e se esforça. Liberando a dopamina, de forma gradual. Já com o estímulo artificial, a criança consome e recompensa a dopamina de forma imediata, causando perda de paciência e frustração”, explicou Adriana.
E como forma de reforçar ainda mais a importância de entender esse impacto em cada fase da vida de uma criança, foram apresentadas essas reações por faixa de idade. Dos 3 aos 6 anos, o cérebro está em expansão. Para o mundo real e neurocognitivo, trata-se de um fase considerada crítica para o aprendizado, pois há uma explosão das funções executivas, como o autocontrole, o foco sustentado, a tolerância à frustração. “Por isso, o brincar simbólico e o faz de conta estimula o córtex pré frontal ao exigir que a criança invente, espere sua vez e resolva os conflitos. O excesso das telas dos 3 aos 6 anos atrofia a parte do cérebro responsável pelo autocontrole, ocasionando birras frequentes. Já dos 6 aos 10 anos acontece a atrofia do córtex pré frontal, e o cérebro deixa de desenvolver as redes de paciência e de raciocínio profundo”, destacou.
Adriana ainda deu exemplos de ferramentas de desintoxicação digital, que ajudam a explorar as zonas livres de telas, e do por quê de tudo isso ser tão importante, além de citar alguns impactos que ocorrem com as crianças que consomem telas sem regulação, como o sedentarismo, a obesidade, problemas de sono, agressividade, além de miopia, estrabismo, perda de audição, dentre outros.
A Técnica Pedagógica da Educação Infantil, Jocenir Elaine, deus às boas vindas às famílias e educadores que participaram da live. “Hoje vamos refletir sobre o uso das tecnologias na primeira infância e sobre a importância da presença do afeto, do diálogo e do limite na educação de nossas crianças. Sabemos que as telas fazem parte do nosso cotidiano, mas precisamos pensar juntos sobre como utilizá-las de maneira consciente, garantindo às crianças tempo para brincar, explorar, imaginar e fortalecer seus vínculos afetivos. Agradecemos as presenças de cada família e professor, e esperamos que esse momento nos proporcione importantes aprendizados e reflexões”, falou.
Em seguida, a secretária da Semed, Jenilza Spinassé, destacou como essa palestra pode impactar positivamente todos os envolvidos. “Boa noite educadores e familiares que estão juntos conosco, dando continuidade a nosso diálogo em rede, em especial, este momento formativo, para que possamos contribuir para o desenvolvimento infantil, e consequentemente, para a formação de adultos saudáveis. Parabéns à nossa diretora do Cmei Chapeuzinho Vermelho, Adriana Abud, que mais uma vez, nos traz uma grande contribuição que realmente nos ajuda a fazer a diferença na vida de cada criança, e que esse conteúdo não pare aqui, sendo divulgado entre amigos”, ressaltou.
Adriana Abud, que também é Educadora Parental, iniciou sua apresentação lembrando os participantes que sua palestra é o terceiro encontro com as famílias, e que desta vez, trata-se de uma temática que pode gerar polêmica, mas que é muito importante, e por isso precisa ser pautada para o desenvolvimento da Educação Infantil. “Não estamos aqui para julgar e falar quem está certo ou errado, e sim de possibilidades e de conexão. Precisamos entender como se dá o desenvolvimento de uma criança frente ao uso tecnológico, e como eu, adulto, estou para isso e seu impacto. Isto é um convite para uma reflexão”, ressaltou.
Sobre a relação filhos e telas, Adriana mostrou que não se trata de culpa, sim sobre conexão e que nenhuma família precisa ser perfeita. “Este convite não é sobre julgamento, e sim para percebermos sobre quais hábitos saudáveis queremos construir para impactar positivamente na vida de nossos filhos, principalmente nas relações com eles e seus pares. Precisamos promover mais vínculos, autonomia e equilíbrio. Eu sei o quanto a rotina de equilibrar trabalho, casa e criação é exaustiva. A tela é, muitas vezes, nosso único momento de respiro, e está tudo bem em reconhecer isto”, disse.
Os pais puderam entender que as telas fazem parte de uma realidade estabelecida, que elas entretêm, ensinam e facilitam a rotina, porém, quando se tornam a principal forma de acalmar, distrair ou ocupar as crianças, é preciso olhar com carinho sobre o que está acontecendo. Foi usado um termo chamado ‘Janela de Ouro do desenvolvimento cerebral’, que é quando o cérebro de uma criança triplica de tamanho, tendo 1 milhão de conexões neurais por segundo.
E para que este desenvolvimento cerebral ocorra de forma saudável nos dois primeiros anos, o bebe precisa pegar em brinquedos, o morder, deixar cair, calcular a distância e ver o objeto em relevo (3D), o que o ajuda a construir caminhos saudáveis, ou seja, são essas ações motoras e táteis que libera os caminhos neurais das áreas visual e motora. Já quando o desenvolvimento cerebral do bebe é impactado por telas (2D), o estímulo é provocado de forma artificial, com um plano (2D), existindo aí uma incompatibilidade biológica do cérebro, que tenta processar as informações, mas não consegue traduzir para a realidade física.
Isto gera uma sobrecarga cognitiva, hipnotizando o bebe, que por não entender, ou não gostar. Por isso ele trava, ficando exausto e em um tédio profundo. “Com o estímulo natural, a criança aprende e se esforça. Liberando a dopamina, de forma gradual. Já com o estímulo artificial, a criança consome e recompensa a dopamina de forma imediata, causando perda de paciência e frustração”, explicou Adriana.
E como forma de reforçar ainda mais a importância de entender esse impacto em cada fase da vida de uma criança, foram apresentadas essas reações por faixa de idade. Dos 3 aos 6 anos, o cérebro está em expansão. Para o mundo real e neurocognitivo, trata-se de um fase considerada crítica para o aprendizado, pois há uma explosão das funções executivas, como o autocontrole, o foco sustentado, a tolerância à frustração. “Por isso, o brincar simbólico e o faz de conta estimula o córtex pré frontal ao exigir que a criança invente, espere sua vez e resolva os conflitos. O excesso das telas dos 3 aos 6 anos atrofia a parte do cérebro responsável pelo autocontrole, ocasionando birras frequentes. Já dos 6 aos 10 anos acontece a atrofia do córtex pré frontal, e o cérebro deixa de desenvolver as redes de paciência e de raciocínio profundo”, destacou.
Adriana ainda deu exemplos de ferramentas de desintoxicação digital, que ajudam a explorar as zonas livres de telas, e do por quê de tudo isso ser tão importante, além de citar alguns impactos que ocorrem com as crianças que consomem telas sem regulação, como o sedentarismo, a obesidade, problemas de sono, agressividade, além de miopia, estrabismo, perda de audição, dentre outros.
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