Setembro Verde: ações de conscientização e o fortalecimento da inclusão das pessoas com deficiência continuam mobilizando crianças em escolas da Rede Municipal de Ensino
No dia 1º de setembro a Escola Municipal Pluridocente Indígena (EMP) Irajá realizou uma cerimônia que marcou oficialmente as ações do Setembro Verde nas Escolas da Rede Municipal de Ensino. Desde então, movimentos que fomentam a conscientização e o fortalecimento da inclusão das pessoas com deficiência continuam mobilizando crianças e adolescentes. Como exemplo, nesta segunda-feira (21), o Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Professora Maria José Ghidetti Rocha, bairro Jequitibá, desenvolveu uma bela sequência didática com seus estudantes.
A professora Vanderleia Nascimento Lopes Monteiro, do Atendimento Educacional Especializado (AEE) promoveu momentos de aprendizagem, sensibilização e reflexão de forma lúdica e significativa. As atividades tiveram início com a contação da história “A Joaninha Diferente”, possibilitando às crianças refletirem, de maneira acessível e apropriada à faixa etária, sobre as diferenças, o respeito, a valorização de cada pessoa e a importância de acolher o outro.
Em seguida, os estudantes participaram da confecção de joaninhas coloridas utilizando carimbos feitos com bolas de soprar, explorando cores, formas, movimentos e diferentes possibilidades de expressão artística. E como culminância da proposta, foi construído um painel interativo com a participação das famílias, fortalecendo a parceria entre escola e comunidade e ampliando as possibilidades de diálogo sobre inclusão e respeito às diferenças.
Para encerrar as ações do mês, a professora realizou uma apresentação teatral para todo o grupo escolar, abordando de maneira lúdica, sensível e envolvente o verdadeiro sentido do Setembro Verde, destacando a importância do respeito, da empatia, do acolhimento e da valorização de cada pessoa em sua singularidade. “Tivemos ainda a alegria de contar com a presença da técnica Jesiane Campos Pandolfi, do setor de Educação Especial Inclusiva, que esteve conosco prestigiando e acompanhando essa ação tão significativa para nossa comunidade escolar. Já no período vespertino, a pedagoga Brígida Rezende relatou que ficou muito feliz em acompanhar essa sequência didática e perceber o brilho nos olhinhos das crianças durante cada proposta”, ressaltou o diretor da escola, Leonardo Sepulchro.
De acordo com Brígida Rezende, mais do que realizar atividades, foram vivenciados momentos que contribuíram para a construção de valores como respeito, empatia, acolhimento e valorização das diferenças. “Posso afirmar que foi gratificante perceber como, por meio das histórias, das experiências artísticas, do teatro e da participação das famílias, conseguimos transformar um tema tão importante em aprendizagens significativas para nossas crianças”, completou.
Para Thayza Laleska, que também é pedagoga, é justamente essa construção que a escola precisa para fortalecer com o Setembro Verde. “Temos que compreender que a inclusão acontece todos os dias, nas pequenas atitudes, nas relações e na forma como olhamos e acolhemos cada criança. Desde a primeira infância, podemos ensinar que cada pessoa tem seu jeito de ser, de aprender, de se expressar e de participar, e que todas essas formas merecem respeito e valorização. Essa experiência reforça que a inclusão se constrói diariamente, nas pequenas atitudes, nas relações e nas oportunidades que oferecemos para que todas as crianças se sintam pertencentes, respeitadas e valorizadas em nosso espaço escolar. Momentos como esse nos lembram que educar para a inclusão é também ensinar, desde a infância, que cada pessoa é única, possui suas potencialidades e merece ser acolhida e respeitada em sua maneira de ser e de participar do mundo”, afirmou.
Após conferir de perto os trabalhos desenvolvidos junto às crianças, o diretor Leonardo considerou o Setembro Verde um momento muito importante para a comunidade escolar, pois reforça que a inclusão deve ser vivenciada diariamente, por meio do respeito, da empatia, do acolhimento e da valorização das diferenças. “Na Educação Infantil, temos a oportunidade de construir esses valores desde cedo, mostrando às crianças que cada pessoa é única, possui suas potencialidades e merece ser respeitada e valorizada. Fico muito feliz em ver o envolvimento de nossa equipe, das crianças e das famílias em uma proposta tão significativa, reafirmando nosso compromisso com uma escola cada vez mais inclusiva e acolhedora”.
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