Profissionais da saúde, educação e ação social participam do primeiro curso de formação do calendário PSE 2017

Publicado em: 26 de abril de 2017
Texto: Secretaria de Comunicação
Imagem: A Educadora Ambiental Márcia Fernandes falou sobre a relação das pessoas com o planeta e sua preservação
Profissionais da saúde, educação e ação social participam do primeiro curso de formação do calendário PSE 2017

Com o tema “Educação de qualidade: uma escola com saúde, uma escola com paz”, profissionais da saúde, educação e ação social da prefeitura de Aracruz participaram na tarde desta quarta-feira (26/04), no auditório do SAAE, da primeira palestra do curso de formação do Programa Saúde na Escola (PSE).

Durante todo o ano serão realizadas sete palestras voltadas para o tema com o intuito de dar embasamento aos profissionais envolvidos, para que posteriormente, todos possam funcionar como multiplicadores nas escolas, e desta forma, instruir os alunos em diferentes assuntos voltados para a saúde.

Neste primeiro curso foram ministradas duas palestas, a primeira com o tema “Preservar o Planeta”, com a Educadora Ambiental Márcia Fernandes, da Limiar Consultoria Ambiental, e a segunda sobre a “Importância da mobilização contra o Aedes Aegypti”, com o médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Vicente Penteado.

A Educadora Ambiental Márcia Fernandes falou sobre a relação das pessoas com o planeta, suas ações, comportamentos e atitudes que estão diretamente ligadas com sua preservação. Segundo ela, todos nós devemos refletir ao jogar nosso lixo fora. “Pense. Quando for jogar algo fora, não existe fora, tudo, de alguma forma, irá  retornar para o nosso planeta. Não podemos separar o ser humano do meio ambiente. Temos que mostrar, principalmente às crianças como se cuidar dele”, comenta.

Márcia ainda comentou sobre as relações capitalistas e seus impactos diretos na natureza. “Existe uma relação de incoerência entre o capitalismo e a sustentabilidade, pois, quanto maior nosso consumo, maior o movimento na máquina capitalista”, explica.

O Aedes Aegypti

O médico veterinário Vicente Penteado discursou sobre a incidência das doenças e desafios para o controle do Aedes Aegypti. Segundo ele até o momento a situação epidemiológica de Aracruz não é preocupante, com um total de 226 casos notificados (suspeitos) de dengue, outros 11 casos de chikungunya e outros três de zika, porém ações de combate ao vetor sempre devem existir, pois eles se proliferam facilmente e podem ser encontrados em garrafas descartáveis e vasos de plantas, lixos e resíduos sólidos, em pneus, caixas d´água e residências.

Vicente enumerou fatores determinantes para uma epidemia de dengue como o crescimento populacional e a urbanização acelerada com infraestrutura urbana deficiente; a grande utilização de descartáveis como garrafas plásticas e pneus; o grande e rápido fluxo de pessoas por todo o planeta, que facilita a circulação de vírus; as mudanças climáticas ambientais e a urbanização não controlada. "Para se ter uma ideia, em 1954, 42% da população da América Latina vivia em áreas urbanas, já em 2020, a previsão é que 80% dessa população já esteja nas cidades".

Para ajudar no combate ao vetor Vicente mostrou aos presentes, que além das medidas cotidianas como a eliminação dos focos em águas paradas, hoje em dia uma vacina já está em fase final de elaboração, assim como a ajuda das tecnologias que permite por exemplo, a criação de mosquitos transgênicos e armadilhas. Hoje Aracruz conta com 250 armadilhas espalhadas por todo o município.

Trata-se do serviço de Monitoramento Integrado do Aedes aegypti (M.I.Aedes) que coleta informações para monitorar os vetores adultos do mosquito semanalmente nas regiões onde as armadilhas são instaladas. O mosquito é atraído pela cor escura da armadilha, que se assemelha a um vaso de planta. Com estes dados, em aproximadamente sete dias fica pronto um mapa de circulação contendo os tipos de vírus, mosquitos e até casos em humanos.

Os profissionais da saúde, educação e ação social ainda terão palestras que abordarão temas como violência, convivência, respeito à vida e solidariedade, tudo isso pensando em educar os alunos para que futuramente todos possam ter uma formação mais ampla e conceitual.

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