Semana D da BNCC Computação: estudantes de escolas da Rede Municipal de Ensino dão show com apresentações e exposições de trabalhos
Durante essa semana, as escolas da Rede Municipal de Ensino participaram das ações da ‘Semana D da BNCC Computação’. O movimento veio como uma culminância dessa implementação, que se iniciou com formações de professores em junho deste ano. Desde então, cada escola trabalhou com seus estudantes, tanto da Educação Infantil, quanto do Ensino Fundamental, a implementação do desenvolvimento de competências digitais, pensamento computacional e raciocínio lógico na Educação Básica, tendo a robótica educacional como uma importante ferramenta pedagógica.
Vale ressaltar que a BNCC Computação foi organizada em três eixos estruturantes: o Pensamento Computacional, a Cultura Digital e o Mundo Digital, promovendo uma formação alinhada às demandas da sociedade contemporânea e ao desenvolvimento integral dos estudantes. “Desde quando iniciamos a formação de nosso corpo docente, nosso propósito foi construir conhecimentos de forma gradual, desde a fundamentação teórica até as experiências práticas com robótica. Ao avançar com essa complementação da BNCC, conseguimos ampliar as oportunidades de aprendizagem, além de prepararmos nossas crianças e adolescentes para os desafios do mundo digital”, destacava a técnica pedagógica Viviane Cabidelle.
Nesta quinta-feira (17), a secretária de Educação (Semed) Jenilza Spinassé visitou algumas escolas para ver de perto como estava sendo a apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelos estudantes. Na Emefti Itaparica, por exemplo, a escola fez uma grande exposição, com esses trabalhos ficando em destaque pelos corredores da escola. Também houve um teatrinho com as turmas dos 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, demonstrando os perigos da internet e das telas de celulares e tablets, quando estas, não são usadas de forma consciente e direcionada.
“Posso afirmar que o trabalho com a BNCC da Computação teve um impacto muito positivo em nossos estudantes, principalmente no eixo de Cultura Digital. Nós trabalhamos temas que fazem parte da realidade das crianças, como segurança na internet, proteção de dados, cyberbullying, jogos online, tempo de tela e cuidados com o que compartilhamos nas redes. Desta forma, percebemos também que nossas crianças demonstraram muito interesse em falar sobre esses assuntos, justamente por fazerem parte do seu cotidiano”, disse a diretora da Emefti Itaparica, Natalia Sarcinelli Boone.
Ainda de acordo com Natália, durante essa semana foram desenvolvidas rodas de conversa, momentos de conscientização e atividades que possibilitaram a troca de experiências e a reflexão sobre situações vivenciadas no ambiente digital. “Mais do que ensinar tecnologia, buscamos formar estudantes capazes de utilizá-la com consciência, responsabilidade, respeito e segurança”, completou.
Já na Emef Zenília Varzem Ribeiro, a semana foi marcada por muita energia e curiosidade dos alunos. Durante os dias de atividades, eles participaram de oficinas voltadas ao pensamento computacional, explorando conceitos como lógica, decomposição de problemas e criação de algoritmos de forma prática e divertida. O uso de robôs educacionais e materiais interativos trouxe dinamismo às oficinas, permitindo que os estudantes vissem na prática como a programação e a robótica podem ser aplicadas para resolver desafios do cotidiano.
“O envolvimento de nossos estudantes foi muito intenso, pois eles se mostraram motivados a experimentar, testar e até propor soluções criativas para os problemas apresentados. Essa participação ativa fortaleceu a colaboração em grupo e despertou o interesse por áreas como ciência da computação e tecnologia educacional. O impacto na aprendizagem já é perceptível e eles passaram a compreender melhor a importância do raciocínio lógico e da criatividade na resolução de problemas, além de desenvolverem habilidades essenciais para o século XXI, como pensamento crítico e trabalho em equipe. A Semana D não apenas aproximou os alunos da BNCC de Computação, mas também mostrou que aprender pode ser uma experiência envolvente e transformadora”, enfatizou o diretor da escola, Marcelo Zopelari.
Todo esse aprendizado só foi possível graças aos fundamentos teóricos e orientações para o planejamento de aulas interdisciplinares que os professores receberam, integrando a computação a componentes curriculares como matemática, língua portuguesa, ciências e arte. “Nossa proposta buscou fortalecer competências essenciais para a resolução de problemas, a criatividade, a inovação e o uso crítico das tecnologias. Eu fiquei encantada com o interesse e o envolvimento de nossas crianças com esse programa, que está sendo aplicado na idade certa, porque além de abrir horizontes com esses conhecimentos de robótica, conscientizá-los do perigo que é o mundo da internet, sem dúvidas é mais do que fundamental, pois estaremos preparando pessoas que saberão se defender desses perigos", falou a secretária Jenilza Spinassé.
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