Comunidade de Leitores contempla o rio Piraquê-Açu como território de memória, vida e ancestralidade dos povos originários
A Escola Municipal Pluridocente Indígena (Empi) Irajá promoveu nesta terça-feira (18), uma grande ação em culminância do Projeto Nhe’enga Kûatîara – Comunidade de Leitores – Neste ano, a escola trabalhou com seus estudantes o Rio Piraquê-açu, território de memória, vida e ancestralidade para o povo originário.
O evento contou com a presença de familiares, o que tornou o momento ainda mais especial. “A presença da comunidade e dos pais das crianças ajudou e muito a encher nosso espaço de afeto, apoio e troca de experiências. As turmas apresentaram seus trabalhos com muita dedicação, trazendo leituras, produções artísticas e aprendizagens que revelaram o quanto o projeto tocou cada criança”, disse a diretora Mariane Marques Ferreira Vicente.
Quem compareceu na escola pôde contemplar uma belíssima exposição de trabalhos, sendo que cada detalhe refletia o cuidado e o conhecimento construído ao longo do percurso. Além da exposição, aos presentes ainda foi apresentada uma bela exibição musical ao som dos tambores, das casacas e dos maracás. “Conseguimos celebrar juntos a força da nossa cultura, encerrando com alegria e pertencimento esse projeto que reafirma quem somos e o território que cuidamos”, afirmou Mariane.
Os trabalhos foram produzidos com as crianças e a participação das famílias, envolvendo assim, toda a comunidade escolar. Por meio das artes, eles retrataram toda beleza e riqueza do rio Piraquê-Açu, o manguezal, peixes e crustáceos. Também foram expostos fotos da confecção dos trabalhos, bilhetes e livros, além de textos com muita informação e artesanatos.
"Fiquei encantada com a beleza e os detalhes de cada peça exposta. Isto mostra o quão é importante trabalharmos com nossas crianças por meio da leitura o que temos de mais rico, que é nossa natureza. Vivemos em um ambiente de grande biodiversidade, e o projeto Comunidade de Leitores é uma excelente ferramenta que nos possibilita levar o ensino e muito conhecimento, fortalecendo nossas raízes e cultura”, completou a diretora Mariane
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