Da lei à prática: II Seminário de Educação Especial Inclusiva debate os caminhos para uma educação sem barreiras

Publicado em: 26 de junho de 2026
Texto: Renato Lana de Faria
Imagem: Divulgação
Da lei à prática: II Seminário de Educação Especial Inclusiva debate os caminhos para uma educação sem barreiras

Aconteceu em Vitória nesta quinta-feira (25) e sexta-feira (26), o II Seminário de Educação Especial Inclusiva. O evento, promovido pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu), debateu os caminhos para uma educação sem barreiras, da lei à prática, tendo como base a neurodiversidade e a inclusão nas escolas públicas.

Aracruz esteve representada pela secretária municipal de Educação (Semed) Jenilza Spinassé e pelas técnicas pedagógicas do setor de Educação Especial Inclusiva, Jesiane Campos Pandolfi e  Charlene Franco. O evento iniciou com uma apresentação cultural do grupo da Apae Cariacica e seguiu com a realização de várias oficinas e palestras que trabalharam temas como: Estratégias Inclusivas em Ação: Ferramentas Práticas para a Sala de Aula; Desafios da Implementação da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva; Exercício como Terapia para Transtorno do Espectro Autista (TEA): Como a atividade física melhora cognição, comportamento e desenvolvimento motor, dentre outros.

“Além das palestras e oficinas,  pude participar de uma rica roda de conversa com a Drª Maria Cristina Pimentel do Ministério Público, que nos falou sobre a Política Nacional da Educação Especial Inclusiva e seus desafios, tema que vem cada vez mais ganhando destaque e sendo muito discutido em nosso município”, ressaltou a secretária Jenilza Spinassé.

Como o evento teve como uma de suas principais vertentes a neurodiversidade e a inclusão nas escolas públicas, uma das palestras mais aguardadas foi a do Dr. Luís Felipe Sales, que é  especialista em Psiquiatria com ênfase em Neurociência/Psiquiatria Integrativa. Em sua apresentação ele destacou o ‘Cérebro Atípico na Escola’, retratando como se dá o comportamento de uma criança que sofre com alguma desregulação junto a seus colegas não atípicos.

Para a técnica pedagógica Charlene Franco Poubel Wandelkooken, participar desse seminário foi uma experiência de muito aprendizado e fortalecimento do compromisso com a educação inclusiva. “Foi muito significativo perceber que a implementação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva está avançando de forma concreta, com equipes já constituídas e coordenadores estaduais e municipais iniciando seus trabalhos”, disse.

Ainda de acordo com Charlene, ao longo do seminário, todos tiveram a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre como o cérebro atípico aprende. “Isso tudo nos permitiu ampliar nosso olhar para práticas pedagógicas mais inclusivas. Outro momento de grande relevância foi a discussão sobre o guia elaborado pela Undime, que reforça o papel de cada profissional da escola e sua responsabilidade na garantia dos direitos e da aprendizagem dos estudantes com deficiência”, completou.

Jesiane Campos Pandolfi destacou o encerramento do evento, que contou com a palestra do Dr. Bruno Barcelos PHD pela UC David (EUA) em Pesquisa no departamento de Farmacologia, doutorado Atuação no laboratório de Eletromecânica Cardíacas- Ufes. “Ele nos trouxe uma reflexão essencial, que antes de ensinar, precisamos regular nossos estudantes. A utilização do exercício físico como ferramenta prática para favorecer a autorregulação e a aprendizagem reforçou a importância de olharmos para o estudante em sua integralidade, promovendo um ambiente escolar mais acolhedor e propício ao desenvolvimento de todos”, explicou.

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