Murais desenvolvidos por estudantes da Ezequiel Fraga Rocha transformam a escola em um espaço vivo, cheio de histórias, descobertas e pertencimento

Publicado em: 04 de novembro de 2026
Texto: Renato Lana de Faria
Imagem: Semed
Murais desenvolvidos por estudantes da Ezequiel Fraga Rocha transformam a escola em um espaço vivo, cheio de histórias, descobertas e pertencimento

A Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Ezequiel Fraga Rocha, bairro Bela Vista, vem desenvolvendo desde o segundo trimestre deste ano, um rico trabalho literário com estudantes dos 8º anos do Ensino Fundamental. Por meio da leitura, escrita, desenho, pintura e arte, os adolescentes conseguiram desenvolver belíssimos murais que estão expostos nas salas de aula e nos corredores da escola, representando todo o aprendizado e percepção aguçada com as obras que serviram de embasamento.

Sob a coordenação das professoras de Língua Portuguesa Emanuella Bergamaschi Cuzzuol e Rosanete Cuzzuol, cada projeto conseguiu estimular reflexões, autoestima e autoconhecimento, além, é claro, de desenvolver e muito a prática da leitura. “Meu projeto foi baseado na leitura da obra ‘O Jardim Secreto’, do autor francês Hodgson Burnett. Eu dividi o livro nos símbolos do jardim e do caminho, em que a protagonista passou em sua vida: antes de entrar no jardim e a mudança dela e de seus amigos após essa passagem. Essa ideia surgiu da percepção de que nossos estudantes necessitavam de oportunidades para refletir sobre suas próprias identidades, além de reconhecerem suas qualidades, fortalecerem a autoestima e desenvolverem o autoconhecimento”, explicou Emanuella.

Ainda de acordo com Emanuella, diante dos desafios próprios dessa fase da adolescência, que é marcada por mudanças, inseguranças e pela construção da identidade, ela percebeu a importância de desenvolver uma proposta que fosse além dos conteúdos curriculares. "Escolhi acolher também a dimensão humana e sócio emocional deles, utilizando elementos simbólicos de um jardim como metáforas do crescimento e da transformação pessoal, sendo o início ‘Quem sou eu?’, indo até ‘Quem eu me tornei?’, completou.

Já a professora Rosanete Cuzzuol trabalhou com o projeto ‘O Poema que habita em mim’, com livros de poesias vividas, unindo a leitura literária, a produção textual com poemas, e a expressão artística. Em suas aventuras literárias também foi usado o livro ‘A lenda do lagarto azul’. “Durante o desenvolvimento das atividades, conseguimos unir a leitura literária e a produção textual com poemas, e a expressão artística. Cada aluno criou seu próprio poema e confeccionou caixas com desenhos e ilustrações, para depois fazer um varal de poesias. O objetivo foi materializar as poesias criadas, transformando os sentimentos da leitura em objetos físicos e interativos”, disse.

Segundo ela, essa prática pedagógica permitiu ressignificar a leitura e a escrita dos alunos, ainda mais no atual contexto, após a defasagem do ensino na época da pandemia. “Nessa época o desenvolvimento textual não ocorreu de forma uniforme. Com essa metodologia ativa, foi possível destacar os três pilares fundamentais na educação: o protagonismo, a interdisciplinaridade (unido leitura/escrita/arte) e a tecnologia. Ao final dos trabalhos foram confeccionados os murais pelos corredores da escola, o que encantou e estimulou todos a desenvolverem ainda mais o gosto pela leitura, coibindo a defasagem do aprendizado e fomentando o crescimento intelectual”, comemorou.

O diretor da escola Ricardo de Oliveira Silva acompanhou de perto a produção dos estudantes. Ele ficou encantado com os murais que deixaram a escola com uma beleza única, e parabenizou as professoras pela eficiência e metodologia aplicadas durante o período em que os trabalhos vinham sendo elaborados. “É muito bonito ver o carinho, o empenho e a dedicação de nossos professores em fazer da escola um espaço vivo, cheio de histórias, descobertas e pertencimento. Por meio da literatura, os docentes foram além do ensino, pois conseguiram despertar a curiosidade e aproximar os estudantes de suas próprias histórias, ajudando cada um a reconhecer o valor dos espaços que compartilha”, enfatizou.

Para Ricardo, são iniciativas como esta que mostram como o conhecimento ganha ainda mais sentido. “Isso se dá quando construímos com o afeto, criatividade e propósito. Meu reconhecimento e agradecimento a todos por fazerem a diferença no cotidiano da nossa escola”, finalizou.

Compartilhe essa notícia:

Galeria: