Prefeitura amplia rede de proteção com nova sede do Creas, Sala Mãos que Acolhem e Ouvidoria da Mulher
Nem sempre pedir ajuda é fácil. Para quem vive uma situação de violência, romper o silêncio pode significar enfrentar medo, insegurança e, muitas vezes, a sensação de não saber para onde ir. Foi com esse propósito que a Prefeitura de Aracruz entregou, na manhã desta quinta-feira (8), a nova sede do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e inaugurou a Sala Mãos que Acolhem e a Ouvidoria da Mulher. O equipamento está localizado na Rua Alegria, no imóvel onde funcionava a antiga sede da Farmácia Básica.
Participaram o prefeito Dr. Coutinho, o vice-prefeito Beto Vieira, a secretária de Desenvolvimento Social, Rosilene Filipe, a juíza de Direito Dra. Lara Carrera Arrabal Klein, a vereadora Etienne Coutinho Musso e servidores do equipamento.
Mais do que uma mudança de endereço, a nova estrutura representa o fortalecimento de uma rede que precisa estar preparada para acolher pessoas justamente quando elas mais precisam de apoio.
O Creas é um dos principais serviços da Assistência Social para o atendimento de pessoas e famílias que vivenciam situações de risco pessoal ou social decorrentes de violações de direitos. É nesse espaço que são realizados acompanhamentos especializados e construídos, junto às pessoas atendidas, caminhos para superar situações de violência, negligência, abandono e outras formas de violação.
Dentro dessa estrutura, a Sala Mãos que Acolhem foi pensada para oferecer às mulheres um ambiente mais reservado e humanizado, especialmente para aquelas que chegam ao serviço em decorrência de situações de violência. O atendimento busca garantir escuta qualificada, orientação e encaminhamento para os demais serviços que integram a rede de proteção.
A Ouvidoria da Mulher amplia esse cuidado. O serviço será um canal de acolhimento para mulheres que tenham sofrido qualquer tipo de violação, seja violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral, entre outras situações que comprometam seus direitos e sua dignidade. A proposta é que nenhuma mulher precise enfrentar sozinha o momento em que decide falar.
Ao ser procurada, a Ouvidoria poderá ouvir a demanda, orientar sobre os caminhos possíveis e realizar os encaminhamentos necessários para os serviços da rede, respeitando a situação e a necessidade de cada mulher.
Durante a inauguração, a juíza de Direito Dra. Lara Carrera Arrabal Klein destacou justamente a importância de uma atuação articulada entre os diferentes setores da sociedade e do poder público. “A violência doméstica é sistêmica e aumenta mesmo com as campanhas. O processo judicial não é suficiente para coibir a violência doméstica, porque são muitos os reincidentes. É preciso conscientização e acolher as vítimas, que precisam de uma rede de apoio."
Para a magistrada, a existência de uma estrutura de acolhimento representa um passo importante para que as mulheres tenham condições de romper com ciclos de violência. “Todos podem ser vítimas da violência doméstica, mas, quando há essa base, ela consegue sair desse meio. Essa é uma pauta que precisa da Assistência, da Saúde e da Educação, para que seja um vetor de proteção e cuidado.”
Dra. Lara também ressaltou que Aracruz vem avançando na construção dessa rede de proteção e que o crescimento do município precisa caminhar acompanhado de políticas públicas capazes de responder aos desafios sociais que surgem nesse processo. “Esse é um passo a mais que mostra o compromisso do município, que está avançando nessa pauta, porque as vítimas já estão sendo encaminhadas para esse grupo de apoio. É um momento importante e continuaremos avançando.”
Para a secretária de Desenvolvimento Social, Rosilene Filipe, a entrega representa mais uma etapa na construção de uma política de assistência social que olha para as pessoas para além de suas necessidades imediatas, buscando oferecer proteção, autonomia e novas possibilidades. “Quando falamos de Assistência Social, estamos falando, antes de tudo, de pessoas, de histórias e de momentos em que alguém precisa encontrar no poder público não apenas um serviço, mas acolhimento, respeito e proteção. A nova sede do Creas, a Sala Mãos que Acolhem e a Ouvidoria da Mulher representam exatamente isso: a decisão de Aracruz de fortalecer uma rede que precisa estar preparada para ouvir, orientar e acompanhar quem chega até nós em uma situação de vulnerabilidade ou de violação de direitos. Sabemos que, muitas vezes, a violência acontece de forma silenciosa e que romper esse silêncio exige coragem. Por isso, não basta dizer que a mulher pode pedir ajuda; é preciso que estejamos preparados para acolhê-la”.
O prefeito Dr. Coutinho ressaltou que cuidar das pessoas também significa garantir que o município esteja preparado para acolher quem mais precisa, especialmente em momentos de vulnerabilidade. “Esse espaço nasce com esse compromisso. O compromisso de acolher, de proteger e de construir caminhos para que as pessoas possam recuperar sua autonomia e seguir suas vidas com mais segurança e dignidade. É assim que entendemos a Assistência Social: como uma política pública que está ao lado das pessoas quando elas mais precisam e que trabalha para que ninguém precise enfrentar sozinho uma situação de violência ou violação de direitos. Que este novo espaço seja, todos os dias, um lugar onde as pessoas encontrem não apenas atendimento, mas respeito, segurança e esperança.”
A Secretaria de Desenvolvimento Social segue presente, ampliando caminhos, fortalecendo vínculos e construindo políticas públicas que façam sentido na vida das pessoas. É esse o nosso compromisso da Prefeitura de Aracruz.
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