Estudantes da Emef Zenília Varzem Ribeiro são contemplados com a “Festa da Inclusão: a empatia não tem idade”
Aconteceu nesta terça-feira (13), na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (Eeefm) Professora Maria da Paz Pimentel, em Timbuí, no município de Fundão, a “Festa da Inclusão: a empatia não tem idade”. O evento, que foi destinado aos estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Zenília Varzem Ribeiro, de Barra do Riacho, é realizado por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da empresa TAG
O “Teatrinho Cego” contou com uma equipe que organizou toda uma logística para favorecer a entrada e saída dos estudantes e familiares, que contaram com transporte e alimentação, sendo recepcionados por monitores. Cada aluno também pôde interagir e falar da peça com bate papo entre os atores.
“Foi um dia de muito aprendizado e diversão para nossa comunidade escolar. Esta festa da inclusão, com sua temporada teatral, criou um verdadeiro ciclo social e cultural com nossas crianças e adolescentes. Eles puderam conhecer mais a fundo tudo que envolve a acessibilidade, de uma forma lúdica e objetiva”, lembrou o diretor Marcelo Zopelari.
Ainda de acordo com Marcelo, esse espetáculo tratou exatamente de questões que envolvem temas ligados a experiências sensoriais. “Com essa ação, nós conseguimos plantar uma semente de cidadania, pois este momento envolveu a personalidade e o convívio social, que juntos, fortalecem ainda mais nossos estudantes.
Para o diretor e dramaturgo Paulo Palado, o Teatro Cego é um formato teatral e não somente uma peça. “Dentro desse formato temos sete espetáculos montados, com ele acontecendo completamente no escuro, fazendo com que os espectadores usem de seus outros sentidos para entender a peça. Outra característica é que nos nossos espetáculos não existe um palco e um público separado, pois o público fica dentro do cenário, próximo dos atores, podendo ouvi-los melhor. Também trabalhamos com atores cegos e sem cegueira juntos, com uma integração. Essa peça na escola é a primeira infantil que estamos fazendo, por isso elaboramos um espetáculo em que vamos levando as crianças de onde tem luz para onde está escuro. Queremos mostrar a elas que as deficiências que as pessoas possuem não são restritivas a ponto de poderem ter uma vida normal”, explicou.
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