3ª Oficina Regional do Cecane-Ufes fortalece ações do PNAE e da agricultura familiar no Espírito Santo

Publicado em: 17 de agosto de 2026
Texto: Renato Lana de Faria
Imagem: Divulgação
3ª Oficina Regional do Cecane-Ufes fortalece ações do PNAE e da agricultura familiar no Espírito Santo

A Câmara Municipal de Aracruz sediou, na manhã e na tarde desta sexta-feira (14), a 3ª Oficina Regional do Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar (Cecane-Ufes). O encontro reuniu profissionais e entidades que atuam na macrorregião central do Espírito Santo, abrangendo os municípios de Linhares, Aracruz, Ibiraçu, Rio Bananal, Governador Lindenberg, Sooretama e João Neiva.

Participaram da oficina nutricionistas das redes municipais de ensino, membros dos Conselhos de Alimentação Escolar (CAE), equipes responsáveis por licitações e compras, agricultores familiares, representantes das Secretarias Municipais de Educação e Agricultura, sindicatos rurais e técnicos do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

O principal objetivo do encontro foi alinhar e fortalecer a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), promovendo o diálogo entre os diferentes atores envolvidos na alimentação escolar. A oficina também contribuiu para o levantamento das demandas das escolas públicas e para o mapeamento da oferta de produtos provenientes da agricultura familiar na região.

Cultura indígena marcou a abertura do encontro
As atividades tiveram início com uma apresentação cultural dos estudantes indígenas da EMPI Irajá, que encantaram os participantes com suas tradicionais danças e cantos. A apresentação valorizou a cultura e os saberes dos povos tradicionais e reforçou a importância da diversidade no contexto da alimentação e da educação.

Na sequência, o público foi convidado a participar de uma dinâmica de integração, na qual cada pessoa pôde apresentar e compartilhar sua percepção de como fortalecer a participação da agricultura familiar no PNAE.

Para a gerente do setor de Alimentação e Nutrição da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Elyne Mara Devens Costalonga, a valorização dos agricultores familiares é fundamental para o fortalecimento do programa. “No meu entender, a agricultura familiar, em relação ao que o município pensa, é a valorização dos agricultores. Com a nova legislação, após as dificuldades encontradas, hoje tenho orgulho em dizer que 100% dos nossos recursos são destinados à agricultura familiar. Esperamos que, no próximo ano, também consigamos atingir essa marca, pois essa valorização é de grande importância. Todos ganham e saem fortalecidos”, destacou.

A nutricionista da Semed, Caroline Cunha Peluchi, também ressaltou a importância de valorizar os produtores locais e a contribuição da agricultura familiar para a qualidade da alimentação oferecida aos estudantes. “Penso que, ao fortalecer nossa agricultura familiar, valorizamos nossos produtores locais, que sempre nos disponibilizam produtos de qualidade para nossos estudantes, nutrindo-os e proporcionando mais suporte e saúde para o aprendizado”, enfatizou.

Debate sobre as compras da agricultura familiar
Após os relatos dos participantes, foi realizada uma mesa-redonda sobre as compras da agricultura familiar para o PNAE. O debate contou com a participação do superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) no Espírito Santo, Laércio André Nochang; do professor e coordenador do Cecane na região; da agricultora de Rio Bananal e militante da agroecologia indígena Zilma Maria Santos Vicente, da Aldeia Areal; e de Taciana Sperandio Barone, representante da Cooperativa de Agricultores Familiares de Aracruz.

Durante a oficina, também foram apresentados o panorama participativo e as principais características da macrorregião central, possibilitando uma análise conjunta dos desafios e das oportunidades para ampliar a participação da agricultura familiar na alimentação escolar.

Ao final, os participantes receberam informações sobre a chamada pública para aquisição de produtos da agricultura familiar destinados ao PNAE, além das novas exigências relacionadas ao cumprimento do percentual mínimo de 45% dos recursos destinados à compra de alimentos da agricultura familiar.

A iniciativa reforça a importância da articulação entre poder público, agricultores familiares, profissionais da educação e demais entidades envolvidas, contribuindo para o fortalecimento da produção local e para a oferta de uma alimentação escolar de qualidade aos estudantes da região.

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