Crianças indígenas do Cmeii Caieiras Velha desenvolvem belos trabalhos de valorização da história e da cultura afro-brasileira
O Centro Municipal de Educação Infantil Indígena (Cmeii) de Caieiras Velha colocou em exposição, nos corredores da própria escola, belos trabalhos desenvolvidos pelas crianças sobre temas que envolvem a valorização de suas culturas e histórias, assim como da cultura e da história afro-brasileiras.
De acordo com a diretora Auzenira Felipe Marques, o trabalho vem ao encontro da Lei nº 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas públicas e particulares de todo o Brasil, ampliando essa regra para incluir também a história e a cultura dos povos indígenas. “Nosso intuito foi dar visibilidade a essa lei e, para isso, trabalhamos com nossas crianças o grafismo indígena e africano, além da produção de diversos artefatos, como instrumentos musicais, pinturas e vestimentas”, explicou.
A escola conta atualmente com mais de 130 estudantes, de seis meses a cinco anos, e todos participaram da produção de alguma atividade apropriada para cada idade. São belos trabalhos que contam a história e a vivência desses povos originários, como o artesanato em barro e a literatura infantil. Há, ainda, um painel sensorial e sonoro que dispõe de instrumentos como a casaca, os tambores e o maraká, além de exemplares da tanga de taboa, muito usada pelos povos tupiniquins.
As técnicas pedagógicas Dulcineia Ruy e Daniela Reis estiveram na escola nesta quarta-feira (12) para ver de perto todo o trabalho desenvolvido. Daniela, que também desenvolve estudos sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e sobre a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) pela Secretaria de Educação, destacou a importância desse trabalho em uma escola de Educação Infantil, uma vez que a obrigação prevista em lei abrange as escolas de Ensino Fundamental e Médio.
“A criatividade e o empenho do grupo de professores e pedagogos do Cmeii Caieiras Velha são algo que devemos elogiar e valorizar muito. Eles conseguiram agregar elementos das culturas indígena e negra, trazendo a exploração de itens como colares, tambores, cores e texturas. Ficou tudo muito lindo. Parabéns a todos os envolvidos e a essas crianças pela dedicação e destreza”, disse.
Já de acordo com Dulcineia Ruy, a organização permitiu explorar as habilidades sensoriais das crianças. “Esse painel sensorial, com a utilização de elementos das culturas indígena e negra, pode ser visto como um instrumento integrador no corredor da escola. Isso, sem dúvida, fomenta nessas crianças um maior aprendizado, pois elas aprendem, desde cedo, aquilo que está enraizado em sua comunidade”, enfatizou.
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