Projeto “Financinhas: sabores que rendem” leva estudantes da Emef Marechal Costa e Silva a vivenciarem a educação financeira em supermercado

Publicado em: 10 de agosto de 2026
Texto: Renato Lana de Faria
Imagem: Divulgação
Projeto “Financinhas: sabores que rendem” leva estudantes da Emef Marechal Costa e Silva a vivenciarem a educação financeira em supermercado

Como parte das ações do Projeto “Financinhas: sabores que rendem”, os estudantes do 2º ano B da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Marechal Costa e Silva, sob a orientação da professora Rosilene dos Santos Pereira, participaram, nesta última sexta-feira (7), de uma experiência prática de educação financeira no supermercado Oriundi.

De acordo com Rosilene, essa atividade proporcionou uma experiência prática de pesquisa de preços, planejamento, escolhas de consumo e utilização do dinheiro. “Os estudantes tiveram a oportunidade de vivenciar, na prática, situações relacionadas ao uso consciente do dinheiro. Com uma lista de compras em mãos, as crianças percorreram os diferentes setores do supermercado, identificaram produtos, pesquisaram preços, compararam valores e fizeram escolhas de acordo com dinheiro que levaram para a atividade. Após a pesquisa, cada aluno realizou a compra de um produto, utilizando o valor que havia levado ao supermercado. Essa experiência possibilitou que os conhecimentos trabalhados em sala de aula fossem relacionados a uma situação real do cotidiano, tornando a aprendizagem mais significativa e próxima da realidade das crianças”, disse.

Ainda de acordo com a professora, quando o programa Financinhas chegou à sua escola, ficou constatada uma dificuldade dos alunos em reconhecer e manusear cédulas e moedas. “Por isso, nós estamos desenvolvendo atividades lúdicas e individuais, como o mercado fictício e o uso de dinheiro pedagógico. Nossa proposta tem como objetivo aproximar a educação financeira do cotidiano dos estudantes, trabalhando de forma lúdica e contextualizada conceitos como valor, preço, planejamento, escolhas, consumo consciente, organização financeira e responsabilidade”, explicou.

Entre as atividades desenvolvidas, está a criação de uma lanchonete pedagógica que será organizada e administrada pelos próprios estudantes. Os produtos comercializados serão produzidos pelas crianças em sala de aula e terão como foco uma alimentação saudável. Para realizar as compras na lanchonete, cada aluno utilizará um dinheiro pedagógico conquistado ao longo das atividades a partir do cumprimento de regras, combinados e desafios estabelecidos coletivamente pela turma.

Segundo a técnica pedagógica Daniela Reis de Jesus Rossoni, o projeto terá como culminância a realização de um “Masterchef”, envolvendo também a participação das famílias. “Cada estudante, com o apoio de seus familiares, irá preparar uma receita saudável para apresentar à turma. Em um segundo momento, as receitas serão comercializadas para outros estudantes e funcionários da escola, possibilitando que as crianças vivenciem mais uma etapa do processo, que é produzir, divulgar, vender, administrar os recursos arrecadados e tomar decisões coletivas sobre sua utilização”, ressaltou.

Esse valor arrecadado será destinado a uma atividade ou premiação escolhida pela própria turma, fortalecendo o protagonismo dos estudantes e ampliando as oportunidades de aprendizagem sobre planejamento, trabalho em equipe, responsabilidade e tomada de decisões.

A diretora da escola, Daiany Freitas Resende, explicou que a visita ao supermercado representou mais uma etapa de um projeto que transforma situações do dia a dia em oportunidades concretas de aprendizagem. “Ao pesquisar preços, comparar produtos, fazer escolhas e utilizar o dinheiro, nossos estudantes desenvolvem conhecimentos e atitudes importantes para construir, desde cedo, uma relação mais consciente, responsável e planejada com o dinheiro e o consumo. Desta forma, o projeto “financinhas: sabores que rendem” mostra que aprender sobre educação financeira pode ir muito além da sala de aula. por meio de experiências práticas, lúdicas e significativas, os estudantes são incentivados a desenvolver autonomia, responsabilidade e consciência em suas escolhas, construindo conhecimentos que poderão levar para toda a vida”, completou.

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