Saúde inicia Campanha de Vacinação Antirrábica para cães e gatos nesta segunda (24)

Publicado em: 20 de agosto de 2026
Texto: Thiago de Barros
Imagem: Comunicação
Saúde inicia Campanha de Vacinação Antirrábica para cães e gatos nesta segunda (24)

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), começa na segunda-feira (24) a Campanha de Vacinação contra a Raiva Canina e Felina. A mobilização será realizada até o dia 31 de outubro, com ações programadas de forma diferenciada entre as comunidades da zona rural e os bairros da área urbana.

A vacinação terá início na zona rural, com atendimento realizado de casa em casa. Já na zona urbana, a campanha será realizada durante o mês de outubro, com pontos de vacinação que serão divulgados conforme o cronograma de cada região. Também será possível obter informações e vacinar os animais no Centro de Controle de Zoonoses.

Além das ações programadas ao longo da campanha, estão previstos dois momentos de mobilização: os Dias D, em 10 e 17 de outubro, voltados à ampliação do acesso da população à vacinação.

Os tutores devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência ou o Centro de Controle de Zoonoses para consultar as datas, horários e locais de vacinação de cada região. CONFIRA A PROGRAMAÇÃO EM ANEXO!

Raiva

A raiva é uma doença infecciosa viral aguda e grave que acomete mamíferos, incluindo seres humanos. É uma zoonose de elevada gravidade, caracterizada por uma encefalite progressiva e aguda, com letalidade próxima de 100% após o desenvolvimento dos sinais clínicos.

Por ser uma doença que pode ser transmitida dos animais para as pessoas, a vacinação de cães e gatos tem papel fundamental na proteção da saúde animal e humana. Na América Latina, a incidência de raiva humana transmitida por cães foi reduzida em mais de 90% como resultado, entre outras medidas de saúde pública, das campanhas de vacinação animal.

No Espírito Santo, não são registrados casos de raiva em cães e gatos desde 2011. O último caso de raiva humana no Estado ocorreu em 2003. Em 2023, houve um caso importado envolvendo um residente de Minas Gerais que recebeu atendimento em um serviço de saúde capixaba.

Mesmo diante desse cenário, a vigilância permanece necessária, especialmente devido à circulação do vírus em populações de morcegos e herbívoros. Por isso, a vacinação anual dos animais domésticos continua sendo uma medida essencial para evitar a reintrodução e a disseminação da doença.

Meta é vacinar 80% dos cães domésticos

A campanha segue a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde de alcançar a vacinação de 80% dos cães domésticos. Em 2025, Aracruz vacinou 13.379 cães e 2.546 gatos em todo o município. A expectativa é manter uma ampla cobertura vacinal também neste ano, ampliando a proteção dos animais e contribuindo para a prevenção da raiva entre a população.

O médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses, Vicente Penteado Vizioli, reforça que a vacinação precisa ser encarada pelos tutores como um compromisso anual de saúde e não apenas como uma ação pontual. “A vacinação antirrábica é uma medida de prevenção extremamente importante porque atua antes que a doença apareça. A raiva, quando manifesta sinais clínicos, apresenta uma evolução muito grave e praticamente 100% de letalidade. Por isso, não devemos esperar que exista um caso próximo ou que o animal tenha contato conhecido com outro animal infectado para agir. A proteção precisa ser antecipada por meio da vacinação anual. É importante que os tutores levem cães e gatos a partir de três meses de idade para receber a dose, observando também as orientações das equipes de saúde. A vacinação protege o próprio animal e funciona como uma barreira de proteção para toda a comunidade, reduzindo o risco de transmissão entre animais e, consequentemente, para as pessoas”, explica.

Quem pode ser vacinado?

A vacina antirrábica é indicada para cães e gatos a partir de três meses de idade, em dose única de 1 ml, administrada preferencialmente por via subcutânea. A imunidade é estabelecida aproximadamente 21 dias após a vacinação, e a proteção tem duração de um ano. Por isso, é necessária a revacinação anual para manutenção da proteção.

Fêmeas prenhes ou lactantes também podem receber a vacina. Já os animais que estiverem doentes não devem ser vacinados. A vacina da campanha é destinada exclusivamente a cães e gatos e não deve ser utilizada em outras espécies.

O gerente da Vigilância Ambiental, Josiel Teixeira da Silva, destaca que a participação dos tutores é fundamental para que o município alcance uma cobertura vacinal capaz de interromper a circulação do vírus entre os animais domésticos. “Essa ação faz parte de uma estratégia permanente de vigilância e prevenção de uma zoonose de altíssima gravidade. Nosso trabalho não se resume à aplicação da vacina: envolve monitoramento, orientação da população, identificação de situações de risco e acompanhamento da circulação do vírus no território. Quando conseguimos manter uma cobertura elevada entre os cães e gatos, reduzimos significativamente a possibilidade de transmissão e protegemos também as pessoas. Por isso, a orientação é que os tutores não deixem a vacinação para depois. Quem tem um animal a partir de três meses deve verificar o calendário da sua região, procurar o ponto indicado pela Prefeitura ou o CCZ e garantir que a imunização esteja em dia”, orienta.

Cuidados no dia da vacinação

Para garantir a segurança dos animais, dos tutores e das equipes que estarão nos pontos de vacinação, é necessário seguir algumas recomendações:

  • Cães devem ser levados com coleira e guia;

  • Gatos devem ser transportados em caixas de transporte ou recipientes apropriados, evitando fugas e acidentes;

  • Cães com comportamento agressivo devem utilizar focinheira;

  • Apenas adultos devem conduzir os animais até os locais de vacinação;

  • Animais doentes não devem ser levados aos postos nem receber a vacina;

  • Na zona rural, onde a vacinação será realizada de casa em casa, os tutores devem deixar os animais presos com antecedência para facilitar o trabalho das equipes e evitar acidentes.

Vigilância permanente

A secretária municipal de Saúde, Rosiane Scarpatt, ressalta que a campanha integra as ações de prevenção e vigilância em saúde desenvolvidas continuamente pelo município. “A vacinação contra a raiva representa uma ação de saúde pública que ultrapassa o cuidado individual com o animal. Quando um tutor vacina seu cão ou gato, ele está contribuindo diretamente para a proteção da família, da comunidade e de todo o território. Aracruz tem mantido um trabalho permanente de vigilância e prevenção, mas a ausência de casos em animais domésticos não significa que podemos reduzir a atenção. O vírus continua circulando na natureza e, por isso, a prevenção precisa permanecer ativa. Nosso objetivo é garantir que a população tenha acesso à vacinação, informação e orientação adequada. A participação dos tutores é indispensável para alcançarmos a cobertura necessária e mantermos os animais protegidos”, afirma.

Onde buscar informações?

Os tutores podem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência ou o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para consultar as datas e os locais de vacinação em cada região. Os animais também poderão ser vacinados diretamente no Centro de Controle de Zoonoses, conforme as orientações e horários definidos pelo serviço.

Vacinar é proteger. A prevenção da raiva começa com a responsabilidade de cada tutor.

 

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