Unidades de Conservação e Recursos Naturais
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO MUNICIPAIS
Parque Natural Municipal do Aricanga Waldemar Devens
Caracterização: O Parque Natural Municipal do Aricanga ocupa uma área de 530.88 ha e reúne elementos como cobertura vegetal nativa de mata atlântica em diferentes estágios, lagoas, afloramentos rochosos de exuberantes belezas cênicas e grande biodiversidade, o credenciando como uma das mais importantes Unidades de Conservação do Espírito Santo. Estudos realizados no local catalogaram 159 espécies de aves e 16 espécies de mamíferos. Entre as espécies de pássaros identificados está o Papagaio-Chauá (Amazona rhodocorytha), inserido na lista mundial de espécies ameaçadas de extinção. As ações legais de proteção do local iniciaram-se com o Decreto Municipal nº 3.059/1988, que criou a Reserva Florestal do Aricanga, posteriormente transformada em Parque Municipal, pela Lei Municipal nº 1.994/1997. Em 2006, foi adequado ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação por meio do Decreto Municipal nº 15.429/2006, transformando-se em Parque Natural Municipal e, posteriormente ratificado com a Lei Municipal nº 3.620/2012. O nome Aricanga é proveniente de uma palmeira muito encontrada na região, que era utilizada para fazer arcos de peneiras de café. No Parque são realizadas atividades de educação ambiental, como palestras e caminhadas monitoradas nas trilhas. São permitidas atividades esportivas como rapel, escalada, parapente, caminhadas nas trilhas e algumas modalidades de bike.
Seu Plano de Manejo foi aprovado pela Portaria SEMAM n.º 01, de 14 de outubro de 2014, publicado na edição n.º 131 do Diário Oficial dos Municípios – DOM, em 05/11/2014, sendo definido seu Zoneamento e os limites da zona de amortecimento, que foram revisados e publicado por meio do Decreto Municipal nº 43.363 de 13 de janeiro de 2023.
Cumprindo com os objetivos do Parque de garantir a conservação e preservação, valorizar a paisagem da região e assegurar condições de bem-estar público, o Parque recebeu uma doação de área de aproximadamente 26,8 ha, oficializada por meio do Decreto Municipal nº 50.401, de 16 de dezembro de 2025.
Categoria do Parque: O local está enquadrado na categoria de unidade de conservação que pertence ao grupo de proteção integral, com o objetivo de preservar e conservar os remanescentes dos ecossistemas naturais, possibilitar a manutenção da biodiversidade, valorizar a paisagem da região e assegurar condições de bem estar público. Por se tratar de uma área protegida, o local também está aberto para pesquisa, recreação e turismo controlado. Qualquer atividade que fuja a esses princípios é proibida.
Autorização: Para Obter autorização para visitação, pesquisa, recreação e educação Ambiental, os interessados devem entrar em contato com a Gerência de Recursos Naturais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAM) com antecedência mínima de 3 dias pelo telefone (27) 3270-7066 ou pelo e-mail: semam.grn@aracruz.es.gov.br. OBS: No caso de visitação em grupos de até 20 pessoas, não é necessário autorização nem prévio agendamento.
Localização/ acesso: O Parque localiza-se a 77 km de Vitória e seu acesso se dá pela Rodovia ES-257, a qual liga Aracruz ao Município de Ibiraçu, distando aproximadamente 7 km da Sede de Aracruz e 5 km de Ibiraçu. A subida até o topo do Parque, pela estrada principal, possui aproximadamente 3 km, podendo ser feita de carro ou a pé. Em um dos pontos mais alto, a 582 metros de altitude, destaca-se a Pedra do Azulão, de onde é possível contemplar belos visuais de toda a região.
Endereço: Rodovia ES-257, Km 07 nº: s/n, Município de Aracruz - ES.
Polo: Região Turística do Verde e das águas
Parque Natural Municipal David Victor Farina
Caracterização: O Parque Natural Municipal David Victor Farina abrange uma área total de 43,69 ha e possui um importante fragmento de Mata Atlântica, com uma vegetação que vai desde Restinga à Floresta de Tabuleiro. Inserido em um contexto urbano, no seu entorno localizam-se os Bairros Coqueiral e Praia dos Padres. Criado inicialmente pelo Decreto Municipal nº 6.144 de 1995 como Reserva Florestal “David Victor Farina” foi recategorizado de acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação pelo Decreto Municipal nº 14.558 de 2005 como Parque Natural Municipal. O seu nome é em homenagem ao antigo proprietário da área, o italiano David Victor Farina que residiu no local durante o período em que se desenvolveu a colonização do Município de Aracruz por imigrantes, e tinha preocupação de preservar as suas matas.
Seu Plano de Manejo foi aprovado pela Portaria SEMAM n.º 010, de 10 de setembro de 2019, publicado na edição n.º 1346 do Diário Oficial dos Municípios – DOM, em 11/09/2019, ficando definido seu Zoneamento e os limites da zona de amortecimento, que foram revisados e publicados por meio do Decreto Municipal nº 44.844, de 18 de agosto de 2023.
Categoria: A Unidade de Conservação está enquadrada na categoria Parque Natural, pertencente ao grupo de proteção integral, com objetivos de preservar e conservar o remanescente de Mata Atlântica existente no local, possibilitar a manutenção da biodiversidade, valorizar a paisagem da região, desenvolver atividades de educação ambiental e de recreação em contato com a natureza, turismo ecológico e assegurar condições de bem estar público. Pesquisas Científicas também são permitidas desde que devidamente autorizadas pela SEMAM.
Informações e autorizações: Para obter autorização para visitação, pesquisa, recreação, turismo e educação Ambiental, os interessados devem entrar em contato com a Gerência de Recursos Naturais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAM) pelo telefone (27) 3270-7066 ou pelo e-mail: semam.grn@aracruz.es.gov.br
Localização/ acesso: O Parque está localizado a 32 km da Sede, na Rodovia ES-010, km 07 na Localidade de Praia dos Pares (Antiga Água Branca), Município de Aracruz - ES.
Reserva de Desenvolvimento Sustentável Municipal Piraquê-Açu e Piraquê-Mirim
Caracterização: Os 15,80 Km² de manguezais da bacia do rio Piraquê representam a maior área de manguezais por município do estado do Espírito Santo ocupando posição de destaque. O manguezal dos Rios Piraquê Açu - Mirim se destaca por ser um ecossistema de grande biodiversidade, têm grande importância para a sociedade local. A reserva vem com o objetivo de proteger, em seu estado natural, o manguezal e todos seus ambientes associados, além de preservar toda a natureza, fauna, flora e os criadouros de inúmeras espécies, que procuram o meio para descanso, desova e alimentação. Ela contribui para o uso sustentável da unidade, preservando o meio ambiente sem comprometer os recursos naturais das gerações futuras. Trata-se de uma área natural, com aproximadamente 2.080 hectares, que abrange povos indígenas e comunidades tradicionais como pescadores artesanais, marisqueiros e catadores de caranguejos que residem em seu entorno.
Categoria da Unidade de Conservação: Reserva de Desenvolvimento Sustentável – RDS : área natural que abriga populações tradicionais, cuja existência baseia-se em sistemas sustentáveis de exploração dos recursos naturais, desenvolvidos ao longo de gerações e adaptados às condições ecológicas locais e que desempenham um papel fundamental na proteção da natureza e na manutenção da diversidade biológica.
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Municipal Piraquê-Açú e Piraquê-Mirim foi instituída pela Lei Municipal nº 3.739, de 07/11/2013, que recategorizou a Reserva Ecológica dos Manguezais Piraquê-Açú e Piraquê-Mirim, criada pela Lei Municipal n° 994, de 14/07/1986, em atendimento ao art. 5º da Lei Federal nº 9.985 de 2000 (SNUC).
Informações e autorizações: Para conseguir autorização para visitação, pesquisa, recreação, turismo, educação Ambiental basta entrar em contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Seman), Gerencia de Recursos Naturais pelo telefone (27) 3270-70 66 ou pelo email: semam.grn@aracruz.es.gov.br
Localização/ acesso: Rodovia ES-010 - Santa Cruz, Município de Aracruz - ES.
Área de Relevante Interesse Ecológico Municipal – ARIEM “Aroeiras do Riacho”
Caracterização: A área de Relevante Interesse Ecológico Municipal – ARIEM “Aroeiras do Riacho” possui aproximadamente 151 ha e possui vegetação que varia na sua formação, apresentando vegetação arbórea, arbustivas, e fragmentos menores próximos às áreas de mata fechada. A região, em questão, pertence a uma área de restinga e possui estradas que dão acesso em vários pontos. Sua criação ocorreu em 2018 por meio do Decreto Municipal n° 34.246/2018. O areal detém atributos naturais com capacidade para desenvolver um turismo de contemplação, e turismo de lazer, além do desenvolvimento do Ecoturismo, como atividades de trilhas.
Categoria do Parque: O local esta enquadrado na categoria de Unidade de Conservação de Uso Sustentável, o qual tem por objetivos conservar, proteger e recuperar uma área da restinga, além de promover o manejo, desenvolver pesquisas, atividades turísticas e atividades de Educação Ambiental. Qualquer atividade que fuja a esses princípios é proibida.
Autorização: Para Obter autorização para visitação, pesquisa, recreação e educação Ambiental, os interessados devem entrar em contato com a Gerência de Recursos Naturais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAM) pelo telefone (27) 3270-7067 ou pelo e-mail semam.grn@aracruz.es.gov.br.
Localização/acesso: A área distancia-se da sede do município de Aracruz em aproximadamente 35 km, e da sede do município de Linhares em 52 km e 100 km da capital do Estado, Vitória, que é a capital mais próxima. As localidades mais próximas são Vila do Riacho e a Aldeia Indígena de Comboios, localizada no lado oposto do rio Comboios, cerca de 300 metros. Município de Aracruz – ES.
CORREDOR DE BIODVERSIDADE DE ARACRUZ
O Corredor de Biodiversidade de Aracruz é um projeto de conservação que alia estratégia de Ordenamento Territorial ao Desenvolvimento Sustentável. A iniciativa visa conectar, legal e funcionalmente, os remanescentes florestais do Morro do Aricanga, na face oeste do município, aos sistemas estuarinos e marinhos, aplicando o conceito inovador de gestão "da serra ao mar" (Ridge to Reef). O corredor atua como elo de conexão entre três corredores estaduais prioritários: o Centro-Norte Serrano, o Sooretama-Comboios e o Marinho do Rio Doce. Seu vasto território engloba um rico mosaico cultural que transforma a diversidade em ativo de proteção, abrangendo 12 Aldeias Indígenas (Tupiniquim e Guarani), 9 Unidades de Conservação, além de comunidades rurais, pescadores e o setor produtivo local. A proposta também integra a conservação à geração de renda por meio da Economia Verde, com fomento a Sistemas Agroflorestais no interior, e da Economia Azul, garantindo a proteção dos manguezais para a pesca e cata de caranguejos no litoral.
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PLANO MUNICIPAL DA MATA ATLÂTICA
O Plano Municipal da Mata Atlântica do Município de Aracruz-ES foi instituído formalmente por meio do Decreto Municipal nº 50.403, de 16/12/2025, tendo sido elaborado em consonância à Lei Federal nº 11.428, de 22 de dezembro de 2006, que dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica, regulamentada pelo Decreto Federal nº 6.660, de 21 de novembro de 2008.
O PMMA de Aracruz foi elaborado por equipe técnica da SEMAM, em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica e a Suzano SA, no âmbito do Projeto “Planos da Mata”, iniciativa que visa fortalecer a governança dos municípios para a gestão ideal da Mata Atlântica aliada ao desenvolvimento econômico e social, via elaboração dos Planos Municipais da Mata Atlântica PMMA
Considerado importante instrumento da política municipal de meio ambiente, o PMMA deve ser implantado como uma das principais estratégias para assegurar a manutenção da biodiversidade dos recursos naturais nos territórios locais, por meio da intervenção no planejamento territorial, orientando políticas públicas, programas e ações voltadas à conservação, recuperação e uso sustentável dos remanescentes de vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica no território municipal.