Secretaria de Saúde orienta limpeza de casas alagadas
Em períodos de chuva intensa, quem geralmente sofre as conseqüências são os moradores das áreas baixas do município, geograficamente sujeitos a alagamentos e os que residem próximo a encostas. Em tempos de níveis pluviométricos muito altos, não há rede de drenagem que agüente e os cidadãos precisam tomar algumas providências, para que a chuva não ultrapasse o transtorno de uma residência molhada, para dar lugar a outro risco ainda pior, a leptospirose. Pensando nisso, a Secretaria de Saúde, da Prefeitura de Aracruz, designou os agentes comunitários de saúde para orientar os moradores quanto à prevenção.
Quem fala com propriedade sobre o assunto é o gerente de Vigilância em Saúde, Vicente Vizioli, que comenta sobre a ação de limpeza das casas de Barra do Riacho, alagadas na última terça-feira (25). “Mesmo que entre pouca água nas residências, o risco da leptospirose existe e é preciso que seja feita a limpeza de paredes, piso e caixa d’água. O produto ideal para fazer esse trabalho é o hipoclorito de sódio, a popular água sanitária, na medida de um copo para cada balde com 20 litros de água. É muito importante que a limpeza seja feita com proteção adequada para mãos e pés, como luva, bota, ou em caso de improviso, pode-se usar sacolas de supermercado. Além de limpar, é preciso observar para que não fique água parada, senão, sai a leptospirose e entra a dengue”, explicou Vizioli.
De acordo com o gerente, os agentes de saúde já fazem o trabalho de orientação aos moradores, quanto à limpeza correta das casas, em caso de alagamento com água da rua. Segundo Daniel Rocha, coordenador da Devesa Civil de Aracruz, o morador da Sede é o que precisa ficar mais atento. “As áreas rurais podem sofrer com as conseqüências de uma chuva forte, porém elas têm mais facilidade de escoamento do que o morador da área urbana, por ter campo aberto, terrenos sem calçamento impermeável e por ter vegetação. Bairros como Santa Luzia, São Clemente, São Camilo e Fátima, que estão localizados em partes baixas da Sede, dependem somente da rede de drenagem e mesmo que esteja em perfeito estado, ela tem um limite e fica sujeita a períodos de precipitação intensa e além do normal”, explicou Rocha.
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