Prefeitura de Aracruz alerta sobre proliferação do caramujo gigante africano
Preocupada com a proliferação do Caramujo gigante africano no município, a Prefeitura de Aracruz, por meio da Gerência de Vigilância em Saúde, alerta sobre os cuidados necessários para se evitar problemas com este molusco. O caramujo é originário da África e oferece risco à saúde pública, pois pode ser hospedeiro intermediário de vermes que podem causar doenças ao homem, além de ser uma praga para a agricultura.
De acordo com o gerente de vigilância em saúde, Vicente Penteado Vizioli, neste período em que as chuvas são constantes o desenvolvimento do caramujo é maior, pois busca locais úmidos para se alojar, por isso a população deve estar em alerta para evitar a contaminação. “A contaminação pode acontecer através da ingestão do caramujo como alimento (scargot), ao manusear o caramujo e elevar a mão à boca ou ao ingerir alimentos sem a correta higienização, como frutas e verduras por onde o caramujo tenha se deslizado”.
Vizioli destaca que o verme “Angiostrongyslus Costaricenses” presente no estado é vetor da doença angiostrongilíase abdominal. “A doença adquirida por este verme provoca fortes dores abdominais, febre, perda de apetite e vômitos, podendo culminar em perfuração do intestino, hemorragias e em alguns casos, levar à morte”.
Vizioli salienta que para reconhecer qual caramujo oferece riscos à saúde, a população deve estar atenta à concha do animal. “O caramujo gigante africano possui concha com listras marrom-avermelhadas e escuras intercaladas com listras mais claras verticais. Além disso, as bordas de sua concha são mais afiadas”.
O gerente alerta ainda que algumas medidas devem ser tomadas por todos que se sintam atingidos pelo molusco. “A única forma de combate é a catação manual e posterior eliminação do animal. Também é importante lavar bem as verduras e frutas antes de consumi-las, deixando-as de molho numa solução de água sanitária por 30 minutos e depois lavá-las novamente com água corrente”.
Medidas que devem ser tomadas para combater o molusco:
- Antes de iniciar o recolhimento, usar luvas ou sacolas plásticas nas mãos afim de evitar o contato com o caramujo;
- Coletar tanto os caramujos quanto os ovos; - Queimá-los e quebrar as conchas ou esmagá-la e enterrar; - Manter os quintais sempre bem limpos, sem mato e entulhos, pois servem de abrigo para os animais;
- Ser persistente, iniciando o procedimento sempre que os caramujos aparecerem.
Caramujo gigante africano
O Caramujo gigante africano tem um período de vida muito longo, de cinco a nove anos, põe cerca de 200 ovos por vez e alimenta-se praticamente de tudo. O molusco também conhecido como acatina (Achatina fulica), foi introduzido no Brasil na década de 80 com fins comerciais. Com o fracasso da comercialização, esses animais foram soltos na natureza e hoje estão espalhados por quase todo o país. Sua rápida disseminação foi favorecida pela sua alta taxa de reprodução aliada a grande capacidade de se adaptar a ambientes diferentes e, também a falta de predadores.
O caramujo gigante africano pode ser confundido com caramujos nativos, em caso de dúvida entre em contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) no telefone, 3296-1365.
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