Famílias de Pau-Brasil abraçam fruticultura e colhem 03 toneladas de maracujá com 06 meses de plantio
Índio de Pau-Brasil agora é produtor de maracujá. A comunidade da aldeia de Aracruz abraçou o projeto da Secretaria de Agricultura (SEMAG) e investiu, em contrapartida, mão-de-obra na produção da fruta, que em pouco tempo rendeu bem mais do que o esperado. Em apenas seis meses, nove famílias realizaram o plantio e a manutenção das plantas em âmbito experimental e colheram 3,5 toneladas do maracujá, que foram vendidas para comerciantes e supermercados.
No projeto, as famílias selecionadas para experimentar o cultivo entram com o trabalho agrícola enquanto a SEMAG fornece os insumos, prepara o solo e auxilia na assistência técnica. Foram plantados sete hectares de maracujá em outubro do ano passado. A safra comum da fruta rende até 25 toneladas, calculada em aproximadamente dois anos, mas o maracujá da aldeia Pau-Brasil se adiantou e rendeu mais de três mil quilos em um semestre. A geração de renda vem logo em seguida. A Cooperativa Agrária dos Cafeicultores da Região de Aracruz (Cafeicruz) comprou a primeira leva do maracujá, na colheita da semana passada, para repassar ao comércio e se comprometeu em negociar as safras seguintes com uma empresa de Linhares, que trabalha com fabricação e venda da polpa. Com a cadeia produtiva fechada, as famílias produtoras têm renda garantida e condição de vida digna no local em que nasceram.
De acordo com o secretário de agricultura de Aracruz, Jones Cavaglieri, o projeto conseguiu cumprir o objetivo inicial proposto e já pode sair do caráter experimental para abranger mais famílias da comunidade indígena. “A nossa intenção é de gerar uma alternativa de renda para essas famílias, para que permaneçam no local de origem com dignidade e o mesmo conforto que o homem da cidade. Os índios são extremamente qualificados em retirar o sustento da terra em que vivem e isso precisa ser aproveitado ao máximo. Agora, vimos que o projeto deu certo, a planta se adaptou ao solo e vamos estender a oportunidade a outros integrantes de Pau-Brasil”, explicou Cavaglieri, que lembrou a principal vertente do plantio de maracujá, a sustentabilidade no trabalho com a terra, ao invés do extrativismo. A SEMAG pretende plantar mais 10 mil pés de maracujá (em outros dois hectares) para beneficiar outras famílias e aumentar o projeto.
INFORMAÇÕES À IMPRENSA: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Aracruz - Rodrigo Bernardo - Tel: (27) 3296-4507 - E-mail: comunicacao@pma.es.gov.br / rodrigovincit@yahoo.com.br
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