Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social promove ações para reduzir o número de pessoas nas ruas do município
As pessoas que a população tem tipificado como “moradores de rua e mendigos” são munícipes de Aracruz que estão sendo acompanhados pela Secretaria de Desenvolvimento Social, por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). A SEMDS conta com o apoio de outras Secretarias Municipais para ajudar essas pessoas, como a Secretaria de Saúde, por meio do Programa Saúde Mental, da Assistência Social e da Secretaria de Transporte e Serviços Urbanos (SETRANS), além do Ministério Público, Igrejas da comunidade e são monitoradas pelas Polícias Civil e Militar.
A Secretária de Desenvolvimento Social e Trabalho, Maria de Fátima Furtado Nunes, disse que está buscando soluções, como conversar com a família, fazendo interdições de alguns para ver se eles conseguem ver na internação alguma solução.”É um problema social, que envolve várias interfaces, como saúde, educação, habitação e várias outras. A Própria comunidade também é responsável por esse problema, por apelidar com nomes pejorativos. É um trabalho muito delicado, porque são pessoas que tem uma problemática na família, que tem que ser tratado primeiro, antes de enviar para um determinado lugar”, disse Fátima.
A secretária acrescentou que a equipe está se movimentando e em busca de novas ações e alternativas para inserir essas pessoas na sociedade, no para tirá-los dessa situação. Cristina, coordenadora do CREAS – Aracruz , considera que nos dois últimos anos, a população de rua variava em uma média de 28 a 31 pessoas e todas ficavam localizadas no Mercado Municipal. “Hoje, a área do mercado municipal não tem mais ninguém, e desse número, estamos com 16. Ou seja, todos aqueles que estavam no município, mas que não eram nascidos aqui, foram recambiados para sua cidade de origem ou tratados nas comunidades terapêuticas filiadas ao município”, comentou Cristina.
A Secretaria de Desenvolvimento Social reforça que inúmeras foram as intervenções realizadas desde 2013, como acompanhamentos psicológicos, atendimentos com terapeuta ocupacional, oficinas, consultas com psiquiatra, atendimento odontológico, vacinação, controle de doenças sexualmente transmissíveis e inclusão em Comunidades Terapêuticas e Clínicas de Tratamento pagas pela municipalidade, a fim de resgatar a integridade física e emocional destas pessoas. Entretanto, mesmo após a realização de todas estas intervenções, essas pessoas se recusam a aderir as ações das Secretarias Municipais.
A Secretária Fátima e a coordenadora do CREAS, Cristina, alertam aos cidadãos de Aracruz que contribuam com a causa de evitar que essas pessoas continuem na rua pedindo dinheiro e não doem dinheiro e demais objetos, pois quanto mais dinheiro circulas nas mãos destas pessoas, maior se torna o grau da dependência química e mais distante fica a possibilidade de tratamento.
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