Vandalismo: ônibus de Aracruz que atendem população sofrem danos diariamente
Quem nunca se deparou com um assento rasgado ou de uma lateral pichada em um ônibus? Essas pequenas ações de vandalismo são responsáveis por prejuízos diários na frota que atende a população de Aracruz. O pior é que esse tipo de conduta é mais comum do que se imagina e quem paga o preço é a população com carros parados para manutenção e repasse no preço da passagem para cobrir os custos dos consertos.
De acordo com o diretor da Viação Expresso, Ortêmio Locatelli Filho, o problema é grave e vem se sucedendo quase que diariamente, principalmente nas linhas feitas por estudantes. Os assentos são as vítimas preferidas dos vândalos, que também costumam deixar as incompreensíveis marcas de pichações com canetas hidrocor. Outra dor de cabeça é o prejuízo causado por aqueles que pulam a roleta para não pagar a passagem e forçam a porta automática com o veículo em movimento.
“Observamos que em determinadas linhas algumas pessoas danificam o interior do veículo, rasgando bancos, pichando e fazendo com que o ambiente fique degradado”, explicou. Segundo ele, o prejuízo acaba tendo que ser repassado no preço da passagem para cobrir os gastos com as reformas. Ortêmio disse também que para tentar evitar os danos, a Expresso vai instalar câmeras em seus coletivos para combater o vandalismo.
Na Empresa Cordial não é diferente e o vandalismo nos ônibus é também um problema diário. Segundo, o diretor Fernando Cypriano, alguns motoristas e cobradores acabam não notando os danos, que normalmente só são observados quando o ônibus entra na garagem no final do dia de expediente. Uma equipe de colaboradores entra para fazer a limpeza do carro e anota as possíveis alterações observadas.
“Dependendo da gravidade do problema provocado pelo ato de vandalismo, o carro pode ficar até um dia inteiro retido na garagem, prejudicando até a operação de rua. Seria um carro que poderia circular para atender a população e que muitas vezes fica parado para reparar esses danos”, explica Cypriano. Outro problema constante enfrentado pela empresa é o dano feito ao cartão magnético, utilizado para cobrar a passagem. “Isso também é complicado, pois cada item inutilizado custa um dólar para ser reposto, hoje na casa dos R$ 4,00 e esse prejuízo acabará tendo que ser repassado no custo das passagens”, lamentou.
Diariamente, o setor de Capotaria das Viações Expresso e da Cordial recebem bancos que são danificados. As pichações normalmente são removidas com produtos especiais. Vidros quebrados também costumam ser substituídos rapidamente, dependendo apenas das peças de reposição em estoque, porém nem sempre é possível fazer o conserto com a mesma velocidade dos vândalos.
Segundo os diretores das Viações sempre que um dos funcionários flagra uma ação de vandalismo sendo realizada dentro de um ônibus, a orientação é chamar a polícia. “Trata-se de um ato de vandalismo, de depredação de um patrimônio que está à serviço da população”, explicam. Ainda segundo eles, períodos de grandes eventos, como programação de verão, Exposição Agropecuária, Carnaval e outras grandes reuniões populares são também os períodos em que acontecem a maior parte das ações depredatórias.

Punição e denúncia
Pichar ou depredar os ônibus é crime previsto no Artigo 163 do Código Penal e prevê pena de multa e detenção de seis meses a três anos. Além disso, a pessoa que for flagrada depredando ônibus terá que arcar com os custos da manutenção e do reparo necessário. Caso o infrator seja menor de idade, os pais devem assumir a responsabilidade desse custo.
Quem presenciar um ato de vandalismo em qualquer ônibus que atende o município pode fazer uma denúncia à Polícia Militar (190) ou até à Ouvidoria Geral da Prefeitura (0800-283-9263).
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