Mulheres: violência doméstica é tema de debate no CRAS do Morobá
No Centro de Referência de Assistência Social do Morobá, o Dia Internacional da Mulher foi lembrando com debates e reflexões. A titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Amanda da Silva Barbosa, conduziu um bate papo falando sobre violência doméstica. A palestra foi acompanhada por cerca de 60 mulheres, de acordo com a coordenação do CRAS.
Ainda segundo a coordenação a ideia de levar a delegada para conduzir a palestra teve a intenção de levantar uma mensagem de combate a violência contra a mulher, diante aos relatos de preconceito, discriminação e estigmatização nas relações familiares. “Muitas mulheres sofrem violência, tanto psicológica quanto física. Por isso, convidamos a doutora Amanda justamente para passar informações sobre o assunto” explicou a coordenadora do CRAS Morobá, Paola Texeira.
“É preciso romper com a cultura patriarcal”
A delegada Amanda da Silva Barbosa atua de frente em casos de violência contra mulheres e sua opinião nasce com referências ao feminismo e a Lei Maria da Penha, criada em 2006. Sobre a causa de casos de violência doméstica seu pensamento é consistente: “É preciso romper com a cultura patriarcal”. Confira a reflexão:
“Porque ainda há tanta violência doméstica? Esse ano completa 13 anos de Lei Maria da Penha… acontece que enquanto a gente não romper alguns conceitos históricos e culturais a gente tem um longo caminho a percorrer.
Ainda existe muita violência causada pela diferença de gênero que nossa cultura criou, de papéis que se competem aos homens e papéis que competem as mulheres, sendo que muitas vezes dentro do ambiente doméstico familiar, devido a cultura patriarcal e machista, esse papel é de inferioridade e submissão. Assim, quando o homem é contrariado, acaba praticando violência porque ele espera que a mulher atenda todos os seus anseios.
É muito comum na delegacia que homem não aceite o término de um relacionamento e acabam sendo agressivos. São coisas que temos que quebrar do nosso imaginário, que são histórica e culturalmente aceitas e que precisamos parar para refletir e ver que não é bem assim”
Amanda da Silva Barbosa,
Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Aracruz
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