Proge inova e inicia digitalização dos processos do Arquivo da Procuradoria Fiscal
A digitalização dos processos administrativos já é uma realidade em diversos municípios do país. Com isso, a Procuradoria-Geral (Proge) do município também decidiu inovar e teve a iniciativa de modernizar e começou a digitalizar todos os processos do Arquivo da Proge Fiscal. Isso dará mais agilidade no atendimento ao público e na busca dos processos. Os trabalhos começaram nesta quarta-feira (26), mas um ponto em destaque que chamou a atenção: a mão de obra utilizada na digitalização é formada por pessoas com deficiência.
A empresa contratada é a Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial, denominada Cetefe, cujo trabalho é voltado para a reabilitação, inclusão social, entre outros. A contratação da prestação de serviços está sendo feita em três fases: a higienização/preparação, digitalização, validação e indexação do acervo fiscal do setor. Fazem parte dos trabalhos duas deficientes auditivas, a Francisca Aparecida Caliari, de 23 anos, e Lívia Maroni, de 40 anos, que estão sendo coordenadas pela supervisora bilíngue (libras) Priscila Lopes de Almeida .
Segundo a supervisora, a inclusão de pessoas surdas e portadoras de qualquer deficiência é importante, pois existe uma grande dificuldade por falta de vagas de emprego. “O que mais afeta a inserção das pessoas com qualquer tipo de deficiência no mercado é a dificuldade que muitos têm de se comunicar, além do preconceito e da falta de informação. Neste caso, incluindo a Francisca e a Lívia neste trabalho, estamos gerando oportunidades de emprego e renda durante o período vigente, além de erradicar o preconceito”, disse.
“Com certeza essa é uma grande oportunidade de mostrar para a sociedade que nós, surdos, somos capazes de desenvolver qualquer tipo de atividade profissional quando nos são dadas as devidas condições e concedidos espaços e oportunidades. E, estar aqui na Prefeitura de Aracruz participando de um processo tão importante para a administração me deixa muito feliz”, disse Francisca Caliari.
Para o procurador-geral, Thiago Pierote, digitalizar os referidos processos traz melhor organização no arquivo do setor. “Buscar opções que visem a preservação e organização dos processos, neste caso específico os arquivados, traz melhorias quando tivermos que desarquivá-los. Além disso, o que enriquece todo o processo é ter a oportunidade de também promover a inclusão de pessoas com deficiência nas fases dos trabalhos realizados. De forma digital, conseguiremos organizar e gerenciar melhor os arquivos da Proge, haja vista que muitos dos processos já estão ultrapassando, ou já ultrapassaram, o tempo de vida útil do período regulamentar do processo físico ali guardado”, comentou.
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