Semam dá continuidade às reuniões sobre o uso da Reserva de Desenvolvimento Sustentável dos rios Piraquê-Açu e Piraquê-Mirim

A prefeitura de Aracruz, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), realizou na tarde desta sexta-feira (4), no Centro Comunitário do Novo Irajá, a terceira de cinco reuniões com as comunidades tradicionais que usufruem e exploram a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) dos rios Piraquê-Açu e Piraquê-Mirim. Trata-se de um diagnóstico rápido participativo de um território de aproximadamente 35 km² do estuário desses rios, bem como os 17 km² de manguezais em suas margens.
A reunião foi proferida pelas equipes das Gerências de: Recursos Naturais; Educação Ambiental; Controle e Qualidade Ambiental e Gerenciamento de Projetos. No início o público presente pôde conhecer a dinâmica aplicada. “Hoje vamos fazer uma reunião diferente das convencionais, usando uma dinâmica mais participativa, por isso o nome de ‘diagnóstico rápido participativo’. Dividiremos a reunião em quatro fases, sendo elas: o ‘Mapa Falado’ - para os moradores poderem mostrar onde e o que eles exploram na área de conservação; o ‘Calendário’ - mostrando quando ou em que época é feita a exploração, além da ‘Matriz’ - que mostra a entrada e saída dos recursos, e a ‘Matriz FOFA’ - que são as forças e as fraquezas encontradas durante a busca pelos recursos”, explicou Gelson Junior Donatti S. Berger, Assessor de Gerenciamento de Projetos da Semam.
O intuito da Semam é conhecer como a comunidade utiliza esses recursos de forma sustentável, e como ela preserva a área explorada, entendendo também como ela é enxergada pelos moradores. Por meio de um mapa, todo a área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável, seus manguezais e rios foi apresentada, e a comunidade pôde marcar nesse mapa áreas como moradias, escolas, postos de saúde, além dos locais de acesso ao manguezal, de pesca e de cata do caranguejo, dentre outros detalhes.
O morador Sr. Tião disse que consegue pescar no rio espécies de peixes como Carapeba, Corvina, Robalo, Tainha, Vermelhino, Pescadinha e Tilápia. “Além dos peixeis ainda extraímos os caranguejos, ostras e ameixas, porém necessitamos que algumas restingas sejam parcialmente roçadas, além da degradação que ocorrem em algumas áreas do manguezal”, explicou. Ainda segundo alguns moradores, muitas áreas têm potencial para se tornarem focos de lixos, o que é muito comum. “Quem deixa o lixo por aqui são pescadores que vêm de outras regiões e não respeitam a natureza, deixando pra traz plásticos e vidros”, disseram.
Objetivo básico RDS
O objetivo básico da RDS é preservar a natureza e, ao mesmo tempo, assegurar as condições e meios necessários para a reprodução e a melhoria dos modos e da qualidade de vida e exploração dos recursos naturais das populações tradicionais (pescadores, catadores de caranguejo, marisqueiros, indígenas), bem como valorizar, conservar e aperfeiçoar o conhecimento e as técnicas de manejo do ambiente desenvolvido por estas populações.
Por isso é necessário ao gestor da reserva se munir de informações que possam apoiar as definições de políticas públicas de modo a equilibrar o desenvolvimento socioeconômico com a preservação ambiental da região. O dignóstico está sendo realizado nas comunidades de Santa Cruz, Lajinha, Santa Rosa, Pirassununga, Baiacu, Boa Vista, Novo Irajá e nas aldeias indígenas.
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