Reunião discute violência nas escolas municipais de Aracruz
A Secretaria Municipal de Educação, por meio do Setor de Gestão e Setor de 6º ao 9º ano e Educação de Jovens e Adultos promoveu um encontro entre Diretores das Escolas de Ensino Fundamental da Rede Municipal, com integrantes do Poder Judiciário (Juiz da Vara da Infância e da Juventude e Promotor do Ministério Público), da Delegacia Civil responsável pela defesa da Mulher, dos Adolescentes em conflito com a Lei e do Idoso, representantes do Conselho Tutelar da Orla e da Sede do município e representantes do CREAS da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. O Objetivo da reunião foi discutir sobre o combate à violência e à indisciplina nas escolas. O encontro aconteceu no auditório da EMEF Placidino Passos na manhã da última terça-feira (12/05)
A pedagoga da Semed, Jenilza Spinassé Morellato, explicou que a intenção do encontro foi discutir sobre o aumento do problema e propor ações conjuntas para apontar estratégias de implementação de atividades preventivas que minimizem a violência no contexto escolar. “Temos realizado várias reuniões para encontrar soluções que minimizem a violência e a indisciplina nas escolas de forma a contribuir para que o ensino aconteça num clima mais brando e propício ao aprendizado”, disse.
Durante a reunião, cerca de 40 diretores das unidades escolares relataram casos de indisciplina e agressão, falaram da insegurança nas salas de aula, do papel do educador que desempenha múltiplas funções e reclamaram da ausência dos pais no processo de acompanhamento dos alunos.
Também foram debatidas questões como a violência dentro e fora das escolas, a necessidade de acompanhamento psicológico para os profissionais da educação, pensar na elaboração de políticas de saúde do professor, medidas para punição aos infratores e ainda encontrar caminhos para o combate às drogas no contexto escolar.
A vice-diretora, da Escola Placidino Passos, Andréa Chagas, contou que a situação está difícil e o nível de insegurança está grande e para piorar a situação, além da violência e da indisciplina, há muita falta de compromisso de certos alunos com a aprendizagem. “Alguns não cumprem minimamente com as atividades escolares e isso acaba contaminando todo o grupo”, desabafou.
O vice-presidente do Conselho Tutelar, Darly Cabidelli, reconhece que é grande o número de casos envolvendo alunos que chegam ao órgão como brigas, ameaças aos professores, uso de álcool e drogas, além do elevado índice de faltas. Segundo ele, faz-se necessário adotar medidas urgentes, que acabem com essa situação.
“Esse é um problema que aflige toda a sociedade e todos devem se envolver, sobretudo a família, para trazer a harmonia de volta às escolas”, comentou Cabidelli. Ele crê que os pais devem se interessar mais sobre a vida dos alunos e participar mais, sobretudo em relação aos que têm problemas de indisciplina.
Em consenso, todos os envolvidos no encontro acham que é necessário trabalhar por ações que tragam mais segurança aos professores e diretores na aplicabilidade das medidas socioeducativas contra os alunos infratores. Além, disso eles crêem, que é necessário buscar maneiras de valorizar mais os alunos que possuem bom comportamento.
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